Efeito colateral ou conseqüência natural?

Portando armas brancas, de fogo ou sobre quatro rodas, alguns exemplos da rima perfeita entre Motor e Morte.

Na imagem acima, a propaganda de um comércio estadunidense que está vendendo duas armas pelo preço de uma: compre um carro, ganhe um revólver.

Em São Paulo, mesmo sem a fantástica promoção, um exemplo real dos dois produtos em uso: “Briga no trânsito de SP acaba com um morto a tiro”

No Rio de Janeiro, sem as armas de fogo: “Homem é agredido com barra de ferro após briga de trânsito”

De volta à São Paulo, onde os congestionamentos literalmente enlouquecem as pessoas: “Alterada, mulher guia 5km na contramão”

E para não contrariar o slogan petrolífero que afirma “apaixonados por carros”: “Homem afirma que já fez sexo com mais de mil carros”.

Assim como a Monsanto e seu Agente Laranja desepejado no Vietnã ou como a Lockheed-Martin, pilar industrial da invasão do Iraque e financeiro do governo Bush, a indústria automobilística  lavaria suas mãos e diria: “Não temos nada a ver com isso. Apenas fabricamos veículos que andam a 180km/h e fazemos propagandas estimulando o individualismo e a velocidade, mas não nos responsabilizamos pelo excesso de velocidade ou pelo individualismo de motoristas que agridem, matam ou desrespeitam outras pessoas pilotando nossos produtos”.

E seguimos acreditando que existem carros ecológicos, guerra pela paz, invasão para libertar ou que os automóveis são apenas veículos para o transporte.

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