Um monumento à sociedade do automóvel

Em poucos dias a cultura do individualismo e da segregação será homenageada em São Paulo. Os órgãos oficiais e a mídia corporativa não divulgam a data certa, mas a inauguração da ponte jornalista Octavio Frias, símbolo máximo da São Paulo do automóvel, deve acontecer em 10 de maio.

O mistério em relação à data talvez seja compreensível. O “Estilingão” não é apenas uma ponte, é um monumento. Talvez o maior símbolo da São Paulo higienista, especuladora, corrupta e voltada ao transporte individual.

É tudo tão explícito e cravado no território, que talvez seja melhor não noticiar.

O estilingão custou R$233 milhões. Dinheiro suficiente para construir 1000 quilômetros de ciclovias em São Paulo ou então para fazer a ligação por trilhos entre o aeroporto de Congonhas e o metrô. Também poderia ser usado para manter faixas de pedestre pintadas em todas as esquinas da capital durante uma década, construir 100 quilômetros de corredores de ônibus ou muitas praças.

O Estilingão servirá de ligação entre a Marginal Pinheiros e a avenida Águas Espraidas. Apenas motos e carros poderão usar a ponte.

Em 2003 a Águas Espraiadas mudou de nome e passou a se chamar “Jornalista” Roberto Marinho. Uma homenagem ao Cidadão Kane das telecomunicações brasileiras.

Em outubro de 2004, a avenida foi rebatizada pela população para Vladimir Herzog, jornalista sem aspas, que foi morto nos porões da ditadura militar apoiada pelas empresas de Marinho.

A avenida Roberto Marinho faz parte da ligação viária entre o Morumbi e o centro da cidade.

Trata-se de um mega-projeto urbanístico-financeiro, implantado em parceria por especuladores imobiliários e poder público, com o objetivo de transferir o coração do capitalismo brasileiro para as margens do rio Pinheiros (e ganhar muito dinheiro com isso).

O território rasgado pela avenida Águas Espraiadas era, até o final da década de 80, uma região residencial que misturava moradias de classe média com favelas. Muito longe “da cidade” para despertar algum interesse das construtoras.

A avenida foi inaugurada em 1996 por Paulo Maluf e custou R$600 milhões aos cofres públicos. A Águas Espraiadas era, na verdade, parte do complexo viário que incluiu a extensão da avenida Faria Lima, os túneis Ayrton Senna e Tribunal de Justiça e algumas passagens subterrâneas e viadutos por onde só passam carros e motos.

A construção dos túneis e avenidas foi marcada por uma enxurrada de denúncias de superfaturamento. Até hoje ninguém foi condenado, afinal a notícia “fulano condenado por superfaturamento no túnel Tribunal de Justiça”, como diria um colunista do jornal dos Frias, seria piada pronta.

Na Águas Espraiadas de hoje, lojas de carros, postos de gasolina, lanchonetes drive-through, vazios urbanos e algumas obras de condomínios de alto padrão. Trânsito? Nenhum. Ciclovias, calçadas decentes ou corredores de ônibus? Também não.

O Estilingão fincou suas estacas em uma praça (a José Anthero Guedes), que já era dividida ao meio pela avenida Luiz Carlos Berrini. Não existem faixas de pedestres ligando as duas partes da praça, muito menos bancos (espécie rara de mobiliário urbano em São Paulo).

À esquerda da praça, o quilombo remanescente das estripulias de Maluf, Marinho e Cia: a favela Jardim Edith, construída em 1973 e hoje esmagada entre os arranha-céus de vidro e a nova ponte.

As 450 famílias que moram no quilombo urbano já sabem que o futuro é cinza como a ponte. Substituindo o termo “especulação” por “revitalização”, “reurbanização” ou “readequação”, o poder público já declarou: vão ter que sair.

Pelas moradias, construídas em área pertencente ao DER (ironicamente o Departamento Estadual de Estradas de Rodagem), a prefeitura oferece entre R$ 5 mil e R$ 8 mil para cada família. Talvez fosse um valor decente em 1973, quando os primeiros barracos foram construídos na região desabitada. 35 anos depois, é um insulto.

À direita da ponte, mais uma loja de carros.

Do outro lado da rua, o World Trade Center paulistano.

E na outra esquina, o novo prédio da rede Globo.

A empresa do Dr. Marinho foi muito mais do que uma simples beneficiária direta de todo o processo especulativo-urbanístico acontecido na região.

A vênus platinada não só comprou o terreno a preço de banana, como colocou o Estado para trabalhar a seu favor. Ganhou de presente uma avenida com o nome de seu falecido dono e um viaduto com o nome de um ex-diretor.

Da avenida Roberto Marinho sai o viaduto José Bonifácio Nogueira, que serve de acesso à pista Interlagos-USP da Marginal Pinheiros.

Pelo viaduto, como na nova ponte, não passam ônibus.

O Estilingão atravessa o rio, ligando a avenida Roberto Marinho à pista USP-Interlagos da marginal.

Como megalomania tem limites, o poder público resolveu abrir mão de prestar outra homenagem à Rede Globo e a ponte, que também se chamaria Roberto Marinho, virou Octavio Frias – outro patriarca da oligarquia midiática brasileira.

Sorte, pois o formato da ponte poderia sugerir outra homenagem: Ponte Xuxa Meneguel.

Além do mais, Antônio Carlos Magalhães, até onde se tem notícia, era o único que costumava virar nome de obra em vida (a cidade de Salvador tem uma avenida ACM e pelo interior do Estado, centenas de escolas, ruas e pontes se chamam “painho”).

Aliás, ACM foi ministro das comunicações e um dos patronos do império Globo. Durante o governo Sarney, distribuiu centenas de concessões públicas para a retransmissão das emissoras da Rede Globo à políticos, amigos, familiares e oligarcas locais.

Como coincidência pouca é bobagem, a filha de ACM, Tereza, é casada com ninguém mais ninguém menos que o dono da construtora responsável pela obra da Ponte Estaiada, a OAS.

Curioso notar que a empresa do Dr. Marinho, ao falar sobre o superfaturamento nas obras de Maluf, segue usando o nome Águas Espraiadas (e não Roberto Marinho).

Mas não é só a OAS, a família de ACM e a Globo que estão lucrando com o “boom imobiliário” na região. Outra meia dúzia de clientes da vizinha Daslu está rindo à toa com uma das mais lucrativas parcerias público-priavado que a cidade já assistiu.

E as meninas da foto, que moram bem longe dali, também não têm do que reclamar.

Com a proibição de anúncios pela lei Cidade Limpa, uma nova e dignificante profissão surgiu em São Paulo: segurador de placa (ou bandeira) de imóvel.

Por R$35,00 R$25,00 diários (com direito à água grátis), qualquer um pode passar o dia de pé, respirando poluição e anunciando a prosperidade do setor imobiliário.

E se não gastarem o salário com futilidades na Daslu, quem sabe elas conseguem comprar um apartamento com nome em inglês, bem perto do local de trabalho e com vista para o novo cartão-postal da cidade.

Antes mesmo da inauguração oficial, metade da praça José Anthero Guedes foi ocupada por um evento promocional, realizado pela empresa que fará a iluminação da ponte. Festa privada em espaço público, com direito até a segurança pública.

Na beira do esgoto, a elite paulistana se divertiu, ficou por dentro das novas tendências de consumo, fez negócios e pode até assistir a shows de gente famosa.

Mais uma bolha temporária para entreter a “minoria branca”.

Do outro lado da rua, a realidade parece mais complexa.

A imagem de fundo não combina com a placa da rua.

Imagina se alguém repara e começa a chamar o local de “favela Roberto Marinho”? Não pega bem, é melhor limpar, mandar “essa gente” comprar casa em outro lugar com os 8 mil reais…

… e depois a gente chama eles de novo, paga R$ 25 por dia e eles vêm fazer propaganda dos nossos empreendimentos imobiliários, assistem a nossa tevê, consomem nossos produtos.

Nos fundos da Favela Roberto Marinho, outra praça. O mato alto mostra que a praça Arlindo Rossi ainda não entrou na rota dos especuladores, que talvez tentassem incorporá-la a algum “condomínio-parque”.

A praça Arlindo Rossi é freqüentada por moradores da favela e das casas de classe média baixa que integram o Quilombo Vladimir Herzog.

De cima do brinquedo, as crianças talvez nem reparem no novo cartão-postal da sociedade do automóvel, mas sim fiquem pensando que a futura casa de seus pais será lá longe, perto de onde o Sol se põe.

“Porque aqui, meu filho, é lugar de gente bacana, igual àqueles que a gente vê na novela andando com um carrão por cima da ponte”.

O custo de uma ponte estaiada

Parabéns São Paulo por mais um monumento ao congestionamento e a segregação. Seja bem vindo “Estilingão”!!!

PS: Ciclistas inauguram cartão posta com piquenique em São Paulo

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74 Comments

  1. Posted 29/04/2008 at 18h04 | Permalink

    É impressionante o estado das coisas! Em SP parece que a loucura da sociedade atual é levada a condições de ‘normalidade’, talvez mais do que em qualquer outro lugar. Mas, no fundo, não é bem assim. Todos, no planeta inteiro, estão completamente envolvidos com a irracionalidade, pra não dizer malignidade, deste sistema. Todos querem consumir, todos querem o seu conforto individual e é isto o que interessa. Triste constatação! Como lutar contra o monstro sem se tornar um também?

  2. Posted 29/04/2008 at 18h08 | Permalink

    Muito bom. Mas ao menos, ou apesar de, a arquitetura da ponte é interessante.

  3. Posted 29/04/2008 at 18h40 | Permalink

    Quando você falou sobre chamarem a ponte de Xuxa Meneghel eu já pensei bobagem. Imaginei o formato sendo uma referência ao “talento” que a moça usou pra subir na vida, a parte da carreira que ela faz de tudo para sepultar. Só depois fui entender que você falava do formato de X… :)

  4. Posted 29/04/2008 at 18h54 | Permalink

    Velho, você simplesmente arrebentou!!! Quanto aos limites da Megalomania, essa ponte só não foi batizada tambem de “Complexo Roberto Marinho” porque existe uma lei em São Paulo que proíbe que duas obras ou avenidas com o mesmo nome.

    Porque você acha que o senhor Maluf “homenageou” até a terceira geração da sua família espalhando seu nome pela cidade?

    Parabens, realmente você matou a pau!

  5. Fabio N
    Posted 29/04/2008 at 18h56 | Permalink

    Gosto deste tipo de post. Gostaria de ler mais desses.

  6. Posted 29/04/2008 at 20h21 | Permalink

    Você se superou nesse texto/reportagem. Muito bom!

  7. claudio ribeiro
    Posted 29/04/2008 at 22h26 | Permalink

    excelente !

  8. Marcelo
    Posted 29/04/2008 at 23h04 | Permalink

    Cara, sensacional! Parabéns, Thiago. A cada dia se superando. Abraços.

  9. Marcelo
    Posted 29/04/2008 at 23h07 | Permalink

    Coincidência? Hoje, faz um ano que Octavio Frias morreu.

  10. Posted 30/04/2008 at 0h59 | Permalink

    Texto animal, certamente será a base de uma reflexão maior sobre esse assunto!

  11. N. L.
    Posted 30/04/2008 at 5h16 | Permalink

    Parabéns pelo texto/reportagem/fotos. Excelente. Realmente um dos melhores. Para ser lido e divulgado.

  12. Posted 30/04/2008 at 9h40 | Permalink

    O texto ficou lindo, Luddista. Obrigado.

  13. Posted 30/04/2008 at 10h08 | Permalink

    Cara,
    sem o que falar, o texto ficou batuta!!!! Parabéns!!!!

  14. Silvio
    Posted 30/04/2008 at 10h22 | Permalink

    Totalmente excelente este teu dossiê. Parabéns.

  15. Guilherme Verde
    Posted 30/04/2008 at 10h39 | Permalink

    Parabéns Thiago, maravilhoso esse post mesmo.

  16. Rieux
    Posted 30/04/2008 at 11h00 | Permalink

    Não há o que acrescentar ao texto. Só que nós não vamos ler isto nos jornalões, telejornalões e outros meios de “comunicação”. Obrigado, Luddista.

  17. Daniel Moura
    Posted 30/04/2008 at 11h16 | Permalink

    Thiago, simplesmente brilhante. Parabéns!

  18. Daniel Moura
    Posted 30/04/2008 at 11h18 | Permalink

    Thiago, simplesmente brilhante. Parabéns!
    Você devia editar um livro com todos esses posts… poderia ser feito em vários volumes, separado por ano, biênio ou triênio, não sei… comprei dia desses uma coletânea do Pasquim. Acho que seu blog merece ser impresso para ser guardado para a eternidade.

  19. Posted 30/04/2008 at 11h40 | Permalink

    Acho que mais um elogio não vai fazer mal.

    Muito Bom o texto, crítica e reflexão da nossa “Sociedade do Automóvel”.

    Devo confessar que toda a minha determinação e guerra contra os carros se deve as críticas do Thiago Benicchio, é o que me faz mover, que alimenta a minha vontade de cidades mais Saudáveis, com mais pessoas usando as ruas, praças, parques e etc.

    Aqui em Aracaju aconteceu fato parecido, com a inauguração do novo viaduto, uma obra de grande escalão para “nossa” PEQUENA cidade, e a poucos meses das eleições a prefeitura estampa na camisa ” Aracaju com Jeito de Cidade Grande “, desejando ser uma São Paulo.

  20. Rieux
    Posted 30/04/2008 at 12h00 | Permalink

    O lado cômico disso tudo foi exemplificado pelo Felippe. No interior de SP também há cidades/cidadãos que sentem orgulho quando vêem algum congestionamento. Para esses idiotas é um sinal de progresso.

  21. Rieux
    Posted 30/04/2008 at 12h06 | Permalink

    É como no título de um livro do Robert Kurz, a todo vapor rumo ao colapso…

  22. crisemundial
    Posted 30/04/2008 at 13h47 | Permalink

    Texto que encoraja qq embate! Precisamos nos preparar pra inauguração agora!
    abraço

  23. Posted 30/04/2008 at 14h54 | Permalink

    cara, … duca.
    []s e bom pedal!

  24. Posted 30/04/2008 at 14h57 | Permalink

    Sensacional.

  25. ds
    Posted 30/04/2008 at 19h15 | Permalink

    Talvez valesse escrever sobre as praças na região do Estilingão. A que tem colada na Globo, por exemplo, é pública, apesar de fechada com grades. Os espaços cercados pertinho do Itaú também. O acesso limitado é para que as pessoas não fiquem no local. Faz sentido, né?

  26. Posted 30/04/2008 at 19h41 | Permalink

    Muito bom o post, gostei !
    São Paulo tem destas coisas, e faz tempo não ?!!
    abraços

  27. Maria Garcia
    Posted 30/04/2008 at 20h00 | Permalink

    Putzs lá em Brasília, temos uma ponte dos remédios, a “JK”,
    Muito dinheiro, pouco remédio no posto e muito na construtora, da qual o dono é casado com a neta do Kubitschek ! Faça-me rir…
    Cômico, se não fosse trágico!
    Bela reportagem!
    Compartilho também essa sua indignação como cidadã.
    Abraço
    Maria Garcia
    ps.. a polly me indicou seu blog
    bacana … no caminho do bem..

  28. Márcio Campos
    Posted 30/04/2008 at 23h38 | Permalink

    Ludista Press, já ! rs…Quero um periódico, impresso, rs…Merece !!!

    Abraço aos que escrevem com amor a apalavra

  29. Posted 30/04/2008 at 23h50 | Permalink

    Ludista arrebentando neste post!!

    Incrível…palavras bem escritas, texto coeso e coerente!!

    Vamos fazer o pique-nique Vladimir Herzog? Ouvindo Geraldo Vandré “Pra não dizer que não falei das flores”???

    CicloAbraços!!

  30. cibol
    Posted 01/05/2008 at 0h12 | Permalink

    mutcho bom!
    escrituras com verdade,
    dá pra sentir o fervilhar…
    pique-nique Vladimir Herzog foi boa!
    aproveitando que este maio faz 40 anos de maio68!
    pique-nique memória viva (hehehe):
    pontuando o que se mantem (e o q nao se mantem) ao longo da história…

  31. Albert
    Posted 01/05/2008 at 8h43 | Permalink

    Sensacional Luddista!
    Sabe que outro dia li em algum lugar na net sobre um concurso daquelas mensagens irônicas que os mendigos estadudinenses escrevem em papelão para convencer os transeuntes a lhes dar um trocado.
    No ano passado a vencedora foi: “PARA QUE VIVER NUM APARTAMENTO DE $200 MIL SE POSSO VIVER DEBAIXO DE UMA PONTE DE $200 MILHÕES?!”
    Acho que no Estilingão o negócio será concorrido!
    http://noticias.terra.com.br/brasil/interna/0,,OI2859581-EI8139,00.html

  32. Thiago
    Posted 01/05/2008 at 10h36 | Permalink

    Não sei pq mas São Paulo quer ser Nova York.
    Essa réplica do Brooklyn Bridge não é para tupiniquins.
    Conheci a ponte em construção quando estive em sp ano passado, é monstruosa de grande. Prá que ostentar tanto?? ‘Fróide’ explica…

  33. Posted 01/05/2008 at 11h42 | Permalink

    Palmas. De pé.

  34. luna
    Posted 01/05/2008 at 13h36 | Permalink

    uau, maravilhosos texto e fotos! mil lados de um todo que se insiste em fragmentar e alienar…

    claro, sigamos na contra-corrente!

  35. Thiago
    Posted 02/05/2008 at 16h18 | Permalink

    Luddista, essa matéria sem dúvida ficou excelente.
    Essa ponte é mesmo o símbolo dessa época malfadada que vivemos.
    Nem tá parecendo matéria de blog, isso é um furo jornalístico…!

  36. Daniel Moura
    Posted 03/05/2008 at 12h31 | Permalink

    Felippe, aqui em Maceió é igualzinho.
    Tem gente que acha o máximo dizer que Maceió está “parecendo cidade grande”, cheia de viadutos. No interior do Estado também não é diferente: muitas cidades se orgulham quando instalam seu primeiro semáforo.

  37. Chantal
    Posted 07/05/2008 at 22h35 | Permalink

    Gosto muito dos seus textos. É uma leitura inteligente e gostosa! Esse post está muito bom mesmo! Adorei a parte “Imagina se alguém repara e começa a chamar o local de “favela Roberto Marinho”?” Excelente!! Parabéns, Thiago!

  38. Senhor Y
    Posted 08/05/2008 at 15h26 | Permalink

    Então, só errou numa coisa. O ACM morreu!

  39. Bruno
    Posted 08/05/2008 at 16h59 | Permalink

    cara gosto do teu blog e da tua forma de ver as coisas.
    Mas tá ficando chato já!
    Tá parecendo coisa de nego invejoso e rancoroso com a vida q num deu oportunidade.
    Concordo com a parte de colocarmos limites a globo q acha q domina o país.
    Agora tu vai encanar com a obra?!Concordo q as pessoas q utilizam bicicleta e transporte coletivo merecem mais construções e aplicações do $$$ publico a seu favor, mas algumas coisas tb tem q ser feitas para acabar com o caos do transito.
    Concordo q 8mil para estas pessoas é pouco demais, mas tb não se pode ter ao lado de um centro comercial esta discrepancia de faixa social, não é preconceito, é segurança. Muitos lá são de bem, mas alguns fazem a má fama.Acredito q não se deve provocar apenas o governo, é muito fácil, temos q atacar também as empresas privadas, q não disponibilizam um paraciclo e nem um vestiário para quem utiliza bike.
    []’s e menos rancor!

  40. Posted 08/05/2008 at 17h55 | Permalink

    Tem razão, Y. ACM morreu. Mas as obras com seu nome já existiam antes dele morrer. Pequena correção no tempo do texto (de “costuma” para “costumava”, por exemplo)

  41. Posted 08/05/2008 at 19h42 | Permalink

    Muito Bom
    Parabéns

  42. Luana M Botelho
    Posted 08/05/2008 at 23h38 | Permalink

    Lucidez necessária; obrigada.
    Moro no Campo Limpo, sou usuária convicta de transporte coletivo assim como meu noivo, adepta de caminhadas, e infelizmente acompanhei o crescimento do tumor ao qual você se refere no texto. Não, não sou contra projetos que desafoguem o caos viário. Só sou contra projetos que priorizem a individualidade, e de fato neste caso nada tenho a acrescentar ao texto.
    Felizmente o texto está tendo boa repercussão na net (recebi três vezes), e acho que isso é pq ele sintetiza o que muitos paulistanos de mente sã gostariam de dizer, e esta ponte é mesmo o símbolo das tendências doentias desta cidade.
    As relações estabelecidas entre mídia, políticos, obras anteriores… a sagacidade para ver todos os contrastes sociais em cores tão forte e logo ali, que a névoa cinza de São Paulo insiste em apagar…
    E Bruno, o que é questão de segurança, cara???? Tirar favela de perto do centro comercial??? Isso é uma das medidas mais cínicas de que eu tenho notícia…
    É uma tal degradação na maneira de gerir o projeto urbanístico de nossa cidade, é uma tal inversão de valores sobre prioridades num estado de direitos… mas que de tão comum a gente acaba se acostumando. Não fosse a ponte X ninguém olhava para aquilo… depois da ponte X de Xuxa, toma aqui 8 mil e some da minha frente!!! Cadê mobilização de recursos públicos, profissionais, empresas e/ou mutirões para um projeto de moradia popular??? NÃO TEM!!!!
    Medida de segurança??? Não!!! É CINISMO!
    Eu acho que uma medida de segurança é tirar centro comercial de perto da favela, tirar a mão privada de cima do dinheiro público e parar de aprofundar as desigualdades sociais e os paradoxos urbanísticos com nossos impostos…
    O texto doeu.
    Mas como Valeu.

  43. Posted 09/05/2008 at 9h40 | Permalink

    O mais patético é a passividade mórbida da população – mais conhecida como massa… dentro dos ultra-mega-lotados trens da CPTM, é comum ouvir “ai, mas que ponte bonita né”, “o prefeito fez”, “vai ser bom para a população”… e coisas do tipo.

    É por isso que a cidade está do jeito que está e também é por isso que esses caras atolam suas bundas gordas nas cadeiras de couro do poder público e privado tomando algum vinho francês e dando boas risadas da desgraça alheia. Esse ano tem eleição, hora de lavar um pouco de dinheiro dessa gente e coloca-los novamente para roubar o dinheiro público…

  44. Posted 09/05/2008 at 11h04 | Permalink

    Como pode uma argumentação tão forte não encontrar eco na administração pública ??
    Os problemas e suas causas são cada vez mais óbvios, mais gritantes !!!

    Eu não sei qual é a pior alternativa, ou nossos governantes e especialistas são extremamente desqualificados ou completamente corruptos…

  45. Thiago
    Posted 09/05/2008 at 11h12 | Permalink

    Muito bom o texto, moro em Porto Alegre e tenho exatamente a mesma preocupação com a minha cidade, o modo desastrado e mal intencionado que as OTORIDADES levam o barco.
    O trânsito principalmente e esse descontrole dos automóveis.
    Vai para os Favoritos seu Blog, parabéns.

  46. Carlos Teixeira
    Posted 09/05/2008 at 13h04 | Permalink

    Faltou dizer que a OAS é popularmente conhecida na Bahia como “Obras Arranjadas pelo Sogro”.

    Abraço

  47. alberto martins
    Posted 09/05/2008 at 18h15 | Permalink

    Documento muito oportuno!

    De fato, é o caso de fazer um grande movimento em torno dessa ponte, mostrando o escândalo que ela é. Do ponto de vista urbanístico, vale fazer uma análise detalhada de todo esse processo.

    E que sirva de ponto de partida para um projeto de lei: obras desse porte, que consomem esse montante de dinheiro, e mexem em questões cruciais da vida na cidade (no caso transporte e uso do solo) deveriam ser votadas publicamente; aprovadas em plebiscito aberto.

    alberto martins

    

  48. Posted 10/05/2008 at 2h11 | Permalink

    Thiago, já comentei com algumas pessoas, mas nenhuma delas reparou … ainda bem que você é testemunha que não pirei ! Toda vez que algum tele-jornal daquela emissora vai dar uma notícia ruim de algo acontecido ali, que pode ser desde um assalto no trânsito até um homicídio, a avenida volta a ter seu antigo nome. Só quando é notícia boa (pelo menos pra eles …) eles citam o nome atual, o do “jornalista”. Ridículo, como quase sempre.
    Nota mil pro seu blog que sempre leio, mas comento pela 1ª vez.

  49. Posted 10/05/2008 at 2h18 | Permalink

    Uai, saiu um Smile no lugar do parêntesis … rsrs

  50. Douglas Moreira
    Posted 10/05/2008 at 22h07 | Permalink

    Não é possível mais ignorar a realidade calamitosa na cidade de São Paulo: os carros estão tomando todo os espaços públicos. Daqui mais alguns anos perderemos nosso direito de ir e vir, pois com tantos automóveis em circulação, somando-se com mais algumas centenas de unidades emplacadas todos os dias, a imobilização estará sacramentada.
    Será que quando isso acontecer assistiremos ao espetáculo midiático informando sobre a nossa desgraça social da mesma magnitude que os telejornais anunciaram à inauguração desse monumento representado pelo poder político-econômico, construído para “desafogar” o nosso já caótico trânsito motorizado?

  51. PAULO MITO NA MORAL
    Posted 12/05/2008 at 1h31 | Permalink

    MAIS UMA VEZ FICO ESTARRECIDO COM O USO ABUSIVO E CORRUPTO DO DINHEIRO PUBLICO. IMAGINE QUANTAS MELHORIAS PODERIAMOS TER NA CIDADE COM TODO ESSE DINHEIRÃO USADO NA PONTE.

    MAIS UMA VEZ A PARCERIA, MÃE GLOBO E POLITICOS CORRUPTOS, AGEM LIVREMENTE FAZENDO O QUE QUEREM COM O NOSSO DINHEIRO USANDO-O UNICAMENTE EM BENEFICIO PROPRIO.

    MUDA O PARTIDO MAS, A SAFADESSA É A MESMA
    .
    FAMILIA MARINHO, PAULO MALUF, MARTA SUPLICY, E OS ATUAIS GOVERNANTES DE SÃO PAULO. VOCES DEVEM MUITO EXPLICAÇÃO PARA SOCIEDADE. QUEM SABE NA PROXIMA ENCARNAÇÃO VOCES VENHAM COM CORPOS DE RATOS E PASSEM A MORAR NOS ESGOTOS DA SOCIEDADE QUE VOCES MESMOS CRIARAM.

  52. Posted 12/05/2008 at 2h41 | Permalink

    Ótimo Post!!
    simplesmente arrasou, parabéns ^^

  53. Regis
    Posted 12/05/2008 at 16h32 | Permalink

    Vivemos de espetáculos. Agora é só tomar cuidado pras críticas saírem da rede que tá beleza.

  54. Marcia
    Posted 12/05/2008 at 20h15 | Permalink

    É garoto, parece que hoje as pessoas tem medo de dizer o que pensam, principalmente se for o contrário do que “grita” a maioria . Medo? É!!! Para poderem ser aceitas em seu meio….Meio? Que meio? Meio bagunça…meio megalomaníaco…meio superficial.
    Parabéns!!!!!!! linda a reportagem, muitíssimo bem feita e merecedora de todos os elogios aqui existentes.
    A D O R E I ! ! !

  55. Mariana
    Posted 12/05/2008 at 21h08 | Permalink

    Gostei muito de ler isso aqui. Precisava dessa informação. Por coincidência passei por cima da ponte no domingo. Nem sabia que ela seria inaugurada no sábado. E sabe o que mais me impressionou? na verdade, duas coisas: 1. o trânsito alucinante que já estava lá e 2. a constatação de que a ponte é horrorosa e, pior que isso, tem apenas duas faixas!!!!! ahahahah! Que talento para fazer merda!

  56. neto
    Posted 12/05/2008 at 22h15 | Permalink

    Não acredito na curipira. Da mesma forma, não acredito na honestidade de todos os políticos. Respeito a sua tentativa de achar que está fazendo alguma coisa a favor do Brasil.
    Se tiver a oportunidade de conhecer as iniciativas dos políticos, Paciência para esperar e iniciativa para participar , imagino que criticaria menos as obras do governo. Se tiver maturidade de ver as coisas sem qualquer prisma (socialista ou capitalista), vai ser otimo pra você.
    Não ganhei nada com a afirmação acima. Não sou funcionário público, nem partidário.

    O Brasil não é racista/preconceituoso, os idiotas são. Os escritores de revistas “Negro em Foco, Raça Brasil” ou qualquer coisa que trate as pessoas de maneira diferente , são idiotas. Já imaginou uma revista : Loiros em alta. Os brancos poderosos?

    Passamos por um momento de novidades. Isso gera curiosidade. Nunca vi um Executivo de Multinacional , seja Negro, branco, Amarelo, Lilas, andando a pé e reclamando que seu filho não passou no vestibular e merece cotas pq seu avô era conquistador, bandeirante ou escravo. Sabe porquê ? Eles conquistaram seu próprio espaço. Correram atras do que queriam. Acredite, poucos tiveram o amplo apoio dos pais.

    O problema não está só no Estado, está também nas pessoas. 90% dos paulsitanos reclamam da sujeira da cidade. 80% joga lixo nas vias públicas.
    As pessoas reclamam da ensino. Quantos alunos ou mães respeitam a figura do professor ou a escola?

    Respeitemos o passado. Lutemos pelo futuro merecido por nosso suor. Construam o País dos seus Filhos.

  57. Posted 13/05/2008 at 13h11 | Permalink

    Infelizmente, a obra combina com a cidade da indiferença. :(

  58. Rodolfo
    Posted 14/05/2008 at 18h33 | Permalink

    Poxa vida… Aqui em Vitória, ES, ainda é possivel pedalar na cidade. Mas por pouco tempo, pois as autoridades insistem no marasmo quanto a mobilidade urbana, ou seja, está para surgir uma nova São Paulo. é triste dizer isso, ainda mais partindo de um capixaba que ama a cidade que vive. Tento imaginar a tristeza de um paulistano que presencia sua cidade tomando um rumo tão excludente.

    NÃO DEVEMOS DESISTIR NUNCA! VAMOS CONTINUAR PEDALANDO!

  59. MI
    Posted 14/05/2008 at 20h31 | Permalink

    Qual a grande surepresa? Há quantos anos estes mega projetos são feitos nas nossas caras e desviamos ,pegamos outros rumos para chegarmos nossos destinos…, aceitamos passivamente estas “coisas normais da politica pública” que diariamente explodem como se fossem novas e da mesma forma se torna um fragmento de micro lembrança de meros pretensos cidadãos…
    Vai lá tomar tubaína e bater palma!!!!!!

  60. Magali
    Posted 19/05/2008 at 11h26 | Permalink

    É….

    Como sempre, observamos muito bem, sentimos as necessidades, sabemos aonde está
    o erro, o desvio, o abuso, o exagero e tudo o mais que inspira o cidadão comum a velha sensação de “impotência” diante de tanta falta de vergonha do poder público.
    Mas vem a pergunta: E nós o que estamos fazendo para modificar isso?

    Continuamos a “ver” e não “fazer” nada?

    Nossas imagens e textos irão continuar comovendo a sociedade?
    Quando é que vamos colocar a mão na enxada?
    Amenizar a dor alheia, educando a sociedade carente?
    Aprendendo e ensinando a votar ?
    Encarar o mundo da política para fazer diferente?
    Acredito que já tem muita gente denunciando e já é muito válido, mas, precisamos de gente capaz de “fazer a mudança” aí sim nossa cidade tem alguma chance…

  61. Posted 21/05/2008 at 18h30 | Permalink

    Não tem nem o que falar… excelente? brilhante? sensacional?
    Já falaram tudo!!! Mas não posso deixar de ser redundante e dizer as mesmas coisas!

    É esclarecedor, objetivo, muito bem escrito, um trabalho que não tem como não admirar e indicar! As pessoas PRECISAM ler! É aquele tipo de informação muito rara, capaz de construir coisas muito maiores que conversa de bar/elevador (que é o que a grande mídia constrói, quase sempre).

    Parabéns!!! Aplausos de pé (já falaram). Não tem problema… quem falou não está sozinho!

  62. AMADEU
    Posted 27/05/2008 at 14h58 | Permalink

    Sabe, sou de Cuiabá-MT e é triste saber que a Capital Financeira do país se encontra em situaçoes parecidas ou se não pior com as daqui.
    Parabenizo você por acrescentar alternativas de como poderia estar sendo utilizado o dinheiro público,já que indignação têm e muito em cada brasileiro, porém oque falta é informação e conhecimento para que se possa exigir os seus direitos como cidadão.
    Meus Parabéns mais uma vez, pois pessoas como você fazem deste país um lugar mais digno!

  63. Ricardo Brandão
    Posted 30/05/2008 at 16h18 | Permalink

    Por enquanto, Tristes trópicos…
    É um monstruoso absurdo o que está acontecendo todos os dias nas grandes, médias e pequenas cidades deste país chamado Brasil. Segmentos mais abastados do conjunto social se utilizam do poder público para fazer valer seus interesses privados. A grande população de baixa renda se torna embrutecida, rude e grosseira pelo descaso da sociedade civil e das autoridades públicas, de todos os níveis da federação, devido ao abandono do ensino público, fator de transformação social, deixando-o ao “Deus dará”, o mesmo se dando com as outras áreas não menos importantes. Um país tão rico, mas com a maioria de sua população passando por grandes necessidades. Não consigo entender: como é que numa situação tão cruel, degradante, injusta, desigual como a que a maioria da população brasileira vive não resultou ainda numa convulsão social sem precedentes, numa insurgência generalizada (e legítima) contra as minorias privilegiadas que gozam de índices de qualidade de vida de países desenvolvidos. Por que isso não acontece? Enquanto isso não ocorre, o que de fato ocasionaria um choque de conscientização e mudanças radicais na estrutura social, milhões de livros, artigos, teses, etc, serão escritos sobre os nossos graves problemas e suas soluções, mas tenho certeza que pouquíssimo ou nada irá mudar. No Brasil a mudança é para continuar como está. Reflita e perceberá que no Brasil as mudanças socioeconômicas significativas (para o conjunto da sociedade) se dão de forma extremamente vagarosa. Enquanto isso, um conjunto de fatores interligados vão mantendo a (des)ordem estabelecida e monumentos grandiosos exclusivos (e caríssimos) vão sendo construídos por representantes das classes favorecidas investidos em cargos públicos e o que é pior com dinheiro público. Os anos passam e a ilegalidade é o que definitivamente impera em todo o país. Gostaria muito de estar expressando com muito orgulho fatos e acontecimentos de significativo valor para o conjunto de nossa sociedade, mas infelizmente eles não acontecem. É sempre (utilizando um clichê) o mais do mesmo.

  64. Posted 05/06/2008 at 15h37 | Permalink

    Apavoro nas palavras!

    tenho um pensamento nessa pegada em relação a essa ponte desde que os primeiro pilares foram construídos, ainda na gestão da Marta. Faz anos que chamo atenção pra brutal desigualdade da região com graffitis de protesto. Isso mesmo rapaz!

    continue com essa pegada jornalística de verdade, porque duvido que a Globo ou a Folha fariam um relato como este.

    abraços Mundanos

  65. joao segundo
    Posted 10/06/2008 at 9h56 | Permalink

    É um web-documentário de excelência!

    Deixo os parabéns e a idéia, para o autor ou qualquer outro, tomar o post como roteiro para um documentário tradicional (audio-visual) para ir para o You-Tube e Cia.

  66. abdo
    Posted 01/07/2008 at 18h07 | Permalink

    Não era só o ACM não.
    Na Paraiba, bem na Capital, a bela João Pessoa, inauguraram um Ginasio de esportes e deram o nome do então governador. Sr Ronaldo Cunha Lima, é o chamado Ronaldão.
    alem de levar o nome de pessoa viva, o que é proibido apenas em nivel federal, homenagearam a uma pessoa que não teve escrupulos em entrar em um restaurante e atirar em seu adversário, desarmado. Isso mesmo, o ex governador da Paraiba, não passa de um potencial homicida que nunca foi julgado.
    Experimente atirar no seu vizinho e veja o resultado. Lógico, só vale se voce não for politico ou rico.

  67. Douglas Rodrigues
    Posted 24/01/2009 at 9h06 | Permalink

    Dificil dizer o que está certo

    como processo urbano o complexo da ponte envolve a retirada daquela favela

    A GLOBO foi favorecedia? sem dúvida

    A ponte favorece somente aos carros? sem dúvida

    mas eu me me pergunto. Seria melhor ter feito uma praça então?

    Só sei dizer que a ponte foi paga com as CEPACs
    Virou marco turistico
    eu mesmo já estive lá com minha fotografica para tirar foto

    A região é disparada dominada pelos carros para tirar uma foto lá dá até medo de ser atropelado

    Sou a favor da ponte (pela estética e afins) a cidade teria de ser muito mais participativa para poder contrapor aos imperios de construtoras que fazem o que querem com o urbanismo e quanto a rede Globo ela é a Deusa da TV manda desmanda e ganha R$$$

    Abraço
    Parabens pela matéria

  68. Posted 28/04/2009 at 19h41 | Permalink

    Não fosse o desperdício escancarado do dinheiro público, o incentivo à desgraça dos mais pobres e a tristeza da criança que perde seu quintal para grandes edificios, até que a ponte seria bonitinha…limpinha não é? Branquinha…

  69. Norma Nacsa
    Posted 18/05/2009 at 21h45 | Permalink

    Muito bom, bem escrito, pensado e divertido.
    Você só esqueceu de citar que a ponte que passa sobre a Águas Espraiadas lá no Aeroporto leva o nome do filho do ACM. Que importância tem esse povo aqui? Cadê o Florestan Fernades que é uma pracinha na periferia (não que a periferia não mereça). Mas se é pra por alguém do nordeste que fosse sei lá, o Jorge Amado. E que eu saiba o Roberto Marinho nem tinha diploma de jornalista…

  70. Posted 15/07/2009 at 6h30 | Permalink

    Muito bom o texto e muito bom o material.
    Já m]pensou em fazer um documentário sobre o tema?

  71. Posted 15/07/2009 at 6h36 | Permalink

    Texto maravilhoso!
    Já pensou em fazer um documentário sobre o tema? Quando fizer avise para nós que iremos postar no docverdade com certeza.
    Caso não, poderia acessorar quem queira fazer?

  72. Posted 16/03/2010 at 0h28 | Permalink

    O simbolo de São Paulo já foi a Estação da Luz.

    No período de auge da estação (ou seja, nas primeiras décadas do século XX, quando a Luz era uma região de destaque na cidade), a Estação compunha um conjunto arquitetônico que não só era um referencial urbano como efetivamente fazia parte da vida cotidiana do município, constituindo aquilo que pode ser chamado de a “imagem da cidade”.

    Na minha opinião muito melhor a estação da Luz ser o simbolo de São Paulo que aquela ponte Estaiada que já tá virando “carne de vaca”, tem até em Guarulhos e tão construindo uma ponte estaiada no Tatuapé.

    Melhor um simbolo do transporte coletivo de primeiro mundo do que um simbolo do transporte individual.

  73. Itamar
    Posted 02/06/2010 at 21h30 | Permalink

    Não conhecia o site, gostei muito…

  74. Alexandre
    Posted 19/08/2010 at 9h56 | Permalink

    Parabéns pelo post, ficou magnífico…Como já falado antes, também duvido que a Globo ou a Folha fizessem tal trabalho…
    É simplesmente uma vergonha…vergonha como espécie…somos considerados os mais inteligentes, os mais racionais, mas a sociedade contemporânea tem passado dos limites esse brutal individualismo/consumismo..
    O metrô de São Paulo é uma vergonha…uma cidade como essa com um sistema de metrô “em cruz” com pouco mais de 60km de extensão não pode ser respeitado…O pior ainda é o governo de SP divulgar que mais de 85% dos usuários ache o sistema ótimo. Como um sistema deste pode ser ótimo?? Será que ninguém nunca foi a Nova Iorque ou Londres ou mesmo à Cidade do México??
    “Aaaahhh….mas o metrô de Sp é o mais limpo do mundo!!!”
    Ah, por favor, limpeza não é sinônimo de excelência, limpeza é básico…
    Tive carro uma vez na minha vida, quando tinha 18 anos (1998), vendi aos 20 (2000) e faço tudo de bike/metrô e/ou ônibus…Muito melhor do que ficar gastando meu tempo nesse trânsito infernal….
    Parabéns novamente…

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