32a bicicletada de São Paulo

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Aconteceu ontem, sexta-feira, a 32a bicicletada de São Paulo. Seguindo a tradição mundial dos eventos de Massa Crítica, a bicicletada paulistana agora acontece sempre na última sexta-feira de cada mês. Confira: www.bicicletada.org ou leia outro excelente relato com fotos em http://geocities.yahoo.com.br/debicicleta/sexta

Depois de uma longa estiagem e de alguns eventos paralelos, a tradicional pedalada pela coexistência pacífica no trânsito voltou a ocupar as ruas com criatividade. Além dos panfletos e das máscaras anti-poluição, um homem-placa ajudou a estabelecer contato visual com os motoristas.

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Ocupando a rua. Desta vez a segunda pista da Av. Paulista, deixando livre a faixa de ônibus.

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Um dos panfletos distribuídos (clique na imagem para ampliá-la)

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Panfletagem e homem placa.

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Os motoristas geralmente são receptivos, mas alguns preferem continuar no tédio da solidão escurecida e refrigerada. Fica a dica: da próxima vez, levemos um cartaz escrito “boa noite” para tentar estabelecer comunicação através do insul-filme.

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A bicicletada terminou no MASP (Museu de Arte de São Paulo). Lá acontecia uma “homenagem” aos 40 anos da Rede Globo organizada pelo CMI-Brasil.

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fotos: debici
fotos: luddista

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8 Comments

  1. Anonymous
    Posted 01/05/2005 at 1h44 | Permalink

    Recentemente tive as primeiras informações sobre a semente plantada pelos Provos na Holanda, na década de 60, chamada “bicicletas brancas”. Esta semente se tornou realidade em algumas cidades. Uma dessas cidades é Aveiro em Portugal. A prefeitura disponibiliza, para locomoção, 200 bicicletas para uso público e gratuito. Pensando nisso, achei que seria viável se fazer em São Paulo algo em que a idéia pudesse ser aproveitada. Por incrível que pareça, a bicicleta é um dos objetos que mais fica esquecido e abandonado em garagens e apartamentos, perdendo assim a sua maior utilidade. Ao mesmo tempo, muitos trabalhadores assalariados gostariam de poder ter uma bicicleta para utilizá-la como meio de transporte. Quem usa a bicicleta como meio de transporte, geralmente, tem algumas peças sucateadas que podem ser aproveitadas para a construção de novas bicicletas. Facilmente se conseguiria montar 10 ou 20 bicicletas utilizando essas sucatas ou recebendo donativos de pessoas que “esqueceram” a bicicleta em um canto qualquer de sua própria casa. A idéia básica e montar essas bicicletas e criar uma rota fixa de 10 km ou mais, e identificar trabalhadores que fazem essa rota diariamente. Diariamente, pela manhã, em horário fixo, sairia esse comboio de 10 ou 20 bicicletas, acompanhado de um ou mais ciclistas que já usem a bicicleta como locomoção nesse mesmo trajeto, que seriam responsáveis pelas bicicletas. Ao anoitecer, esse mesmo comboio faria o caminho de volta. Com isso, se estaria estimulando o uso da bicicleta como meio de transporte e, ao mesmo tempo, reivindicando sutilmente o espaço que merece a bicicleta no trânsito. Nada mais, nada menos que uma bicicletada por dia. Se houver interesse e acharem viável a colocação em prática, coloquem comentários aqui, que talvez ajude na mobilização para a constituição da “frota” de bicicletas.
    Um abraço.

  2. J. Alexandrehttp://br.f2.pg.photos.yahoo.com/bikerzl
    Posted 01/05/2005 at 4h32 | Permalink

    Acho interessante a idéia… por experiência, no trajeto que faço de retorno pra casa, isso seria um pouco inviável, visto que os ciclistas fazem trajetos bem diferentes uns dos outros.
    Sobre a Bicicletada em SP, faltou novamente divulgar a mudança do horário e dia do evento! Apesar de alguns integrantes da Bicicletada me conhecerem, ninguém avisou da mudança! Por esse motivo, só participo de eventos maiores, tipo a manifestação da USP e o Dia Mundial Sem Carro, ou outros que estiverem por vir… Até breve

  3. J. Alexandre
    Posted 01/05/2005 at 4h32 | Permalink

    Acho interessante a idéia… por experiência, no trajeto que faço de retorno pra casa, isso seria um pouco inviável, visto que os ciclistas fazem trajetos bem diferentes uns dos outros.
    Sobre a Bicicletada em SP, faltou novamente divulgar a mudança do horário e dia do evento! Apesar de alguns integrantes da Bicicletada me conhecerem, ninguém avisou da mudança! Por esse motivo, só participo de eventos maiores, tipo a manifestação da USP e o Dia Mundial Sem Carro, ou outros que estiverem por vir… Até breve

  4. Anonymous
    Posted 01/05/2005 at 15h16 | Permalink

    Olá, j.alexandre. Pela sua resposta, acho que eu não expliquei bem um ponto. Quando me referi a “trabalhadores que fazem essa rota diariamente”, não me referi a ciclistas que já usem a bicicleta como meio de transporte. Me referi a trabalhadores que por falta de incentivo e por poder aquisitivo muito baixo ainda não usam a bicicleta como meio de transporte mas gostariam de usar. A idéia é inserir essas pessoas na utilização diária da bicicleta como meio de transporte. De qualquer forma a idéia permanece e se alguém tiver vontade de colocar em prática, mande mensagens por aqui.
    Um abraço.

  5. luddista
    Posted 02/05/2005 at 1h37 | Permalink

    A bicicletada da última sexta foi divulgada aqui, no site http://www.bicicletada.org e na lista de discussão da mesma.

  6. Luís Fernandohttp://luis.rosa@terra.com.br
    Posted 04/05/2005 at 20h32 | Permalink

    Ah, as BUGAs!

    Morei em Aveiro por alguns meses em 2002 e andei bastante nas “BUGAS” (Bicicletas de Utilização Gratuita de Aveiro): eram bicicletas simples, com três marchas internas ao cubo (shimano nexus?), que tinham circulação restrita ao perímetro urbano da cidade.

    A cidade é pequena, de relevo plano: 70 mil habitantes, mas uma caminhada de casa até a estação ferroviária, por exemplo, levava bem aí uns 30-40 minutos, que eram vencidos em 5-10 com as bugas. Julgo que era mais rápido ir de buga a esperar um ônibus, por exemplo.

    Naquela época, para usar uma BUGA, bastava dirigir-se a um dos bicicletários, destravar uma das bicicletas ali disponíveis com uma moeda, se não me engano, 50 cêntimos, que ficava presa na própria bicicleta. Acabou de andar? Era só travá-la novamente em qualquer um dos bicicletários da cidade, liberando assim a moeda usada para destravá-la… havia também um horário em que as bugas eram recolhidas dos bicicletários também.

    Nem tudo foi um mar de rosas: eles tiveram alguns casos de vandalismo e furto. Às vezes também ocorria um problema logístico: você entrava na padaria, deixava a buga ali no bicicletário, e quando voltava, já era: outro pegou a criança e saiu por aí… hora de caminhar.

    Ouvi dizer que hoje as regras de uso das BUGAs mudou, parece que agora, só se anda com um devido cadastramento prévio, não sei como ficou. De qualquer modo, é gostoso lembrar dessas bicicletas, e dessa sensação de confiança mútua, de algo que é de todos e que todos respeitam… que utopia gostosa!

    Fica abaixo uma foto das BUGAs que achei na rede:

    http://www.av.it.pt/aveirocidade/en/cidade/cidade43.htm

    Abraços,

    Luís Fernando

  7. Luís Fernando
    Posted 04/05/2005 at 20h32 | Permalink

    Ah, as BUGAs!

    Morei em Aveiro por alguns meses em 2002 e andei bastante nas “BUGAS” (Bicicletas de Utilização Gratuita de Aveiro): eram bicicletas simples, com três marchas internas ao cubo (shimano nexus?), que tinham circulação restrita ao perímetro urbano da cidade.

    A cidade é pequena, de relevo plano: 70 mil habitantes, mas uma caminhada de casa até a estação ferroviária, por exemplo, levava bem aí uns 30-40 minutos, que eram vencidos em 5-10 com as bugas. Julgo que era mais rápido ir de buga a esperar um ônibus, por exemplo.

    Naquela época, para usar uma BUGA, bastava dirigir-se a um dos bicicletários, destravar uma das bicicletas ali disponíveis com uma moeda, se não me engano, 50 cêntimos, que ficava presa na própria bicicleta. Acabou de andar? Era só travá-la novamente em qualquer um dos bicicletários da cidade, liberando assim a moeda usada para destravá-la… havia também um horário em que as bugas eram recolhidas dos bicicletários também.

    Nem tudo foi um mar de rosas: eles tiveram alguns casos de vandalismo e furto. Às vezes também ocorria um problema logístico: você entrava na padaria, deixava a buga ali no bicicletário, e quando voltava, já era: outro pegou a criança e saiu por aí… hora de caminhar.

    Ouvi dizer que hoje as regras de uso das BUGAs mudou, parece que agora, só se anda com um devido cadastramento prévio, não sei como ficou. De qualquer modo, é gostoso lembrar dessas bicicletas, e dessa sensação de confiança mútua, de algo que é de todos e que todos respeitam… que utopia gostosa!

    Fica abaixo uma foto das BUGAs que achei na rede:

    http://www.av.it.pt/aveirocidade/en/cidade/cidade43.htm

    Abraços,

    Luís Fernando

  8. Anonymous
    Posted 18/05/2005 at 16h21 | Permalink

    ola pessoal, gostaria de saber como faco para adquirir um adesivo daquele ‘um carro a menos’. meu email e newtao+bike@gmail.com abraço!

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