Aniversário da Bicicletada – Cinco anos de Massa Crítica


(arte: Juliana / luddista sobre obra de Mona Caron)

.::. Bicicletada de julho .::. aniversário da Massa Crítica .::.

:. sexta-feira (27/07)

:. concentração festiva: 18h / pedal para humanizar o trânsito: 19h30

:. Praça do Ciclista: av. Paulista, alt. do 2440 (quase na Consolação)

: . : . : . o primeiro vídeo da Bicicletada em São Paulo (julho/2003)

: . : . : . relatos, fotos e vídeos

: . : . : . panfletos e cartazes

: . : . : . lista de discussão (inscrição)

: . : . : . comunidade no orkut

: . : . : . massa crítica – wikipedia

Ruas e gabinetes

Nada justifica esta cena


manhã de domingo (22), av. Paulista

Nada justifica o abuso de autoridade cometido diariamente contra a maioria da população por quem deveria ser exemplo de cidadania e respeito.Nada justifica a prostituição do sagrado espaço dos pedestres por quem deveria zelar por eles.

Nada justifica esta cena grotesca, a não ser a escolha política de governar para a minoria possuidora de carro em detrimento dos 70% que não poluem o ar, não congestionam as ruas e não degradam a cidade.

Cinco anos da Bicicletada – domingo no parque

Na próxima sexta-feira (27), usuários de transporte não-motorizado em São Paulo comemoram o quinto aniversário da Massa Crítica paulistana, o tradicional movimento de celebração do transporte sustentável que acontece uma vez por mês em diversas cidades ao redor do planeta.Neste domingo (22), alguns participantes da Bicicletada aproveitaram o dia de sol para divulgar a festa no parque do Ibirapuera.

Ecotaxi no parque.

Lowriders: transporte sustentável com estilo.

Patins, skate e bicicleta: opções de locomoção urbana que merecem respeito nas ruas.

Quanto do espaço das crianças foi roubado pelos carros?

No Ibirapuera, aproximadamente 20% da área do parque é dedicada ao estacionamento de máquinas de transporte individual.

Na próxima sexta-feira (27), a partir das 18h, tem festa na Praça do Ciclista.Aniversário de cinco anos da massa crítica paulistana!

Venha celebrar a vida, a locomoção inteligente e o futuro do planeta.

Avenida Paulista, altura do 2440.

Debate: qualidade do ar e mobilidade urbana

(imagem: blood for oil)

Nesta segunda-feira (23) o Instituto de Energia e Meio Ambiente e movimento Nossa São Paulo promovem o seminário “Qualidade do ar e mobilidade urbana em São Paulo”.Palestrantes confirmados:
– Paulo Saldiva (Professor titular do Departamento de Patologia da Faculdade de Medicina da USP)

– Nazareno Stanislau Affonso (Arquiteto-urbanista, faz parte da equipe da ONG Rua Viva, responsável pela coordenação nacional do Dia sem Carro)

– IEMA (Organização da sociedade civil,que tem a missão de apoiar políticas públicas voltadas para a melhoria da qualidade do ar nos centros urbanos)

O debate acontece no auditório da Ação Educativa (r. General Jardim, 660, metrô República), a partir das 17h30.

[mais informações – Movimento Nossa São Paulo]

Não mate: mantenha distância.


placa de trânsito em Paris / foto: Frank

Artigo 201 do Código de Trânsito Brasileiro:

Constitui infração média, passível de multa, “Deixar de guardar a distância lateral de um metro e cinqüenta centímetros ao passar ou ultrapassar bicicleta”

 

A lei tem apenas um objetivo: preservar a vida.

Motoristas apressados costumam enxergar qualquer um que vá à sua frente como um obstáculo. Devidamente armados com suas máquinas de várias toneladas, não hesitam em buzinar ou “tirar finas” de ciclistas nas ruas.

Apesar da lei não deixar dúvidas, não há notícias de motoristas punidos por esta infração em São Paulo.

As desculpas para a omissão são estapafúrdias, mas a razão é uma só: as autoridades de trânsito, em geral, só se preocupam com o fluxo motorizado. Não multam quem ameaça pedestres ou tira finas de ciclistas. Estas infrações simplesmente não fazem parte do rol de autuações para qual os agentes são preparados (da mesma forma que os motoristas sequer ouvem falar que a bicicleta é um veículo durante suas aulas na auto-escola).

A imagem acima é de uma placa de trânsito em Paris, cidade que já descobriu a impossibilidade de se manter o paradigma de locomoção privada por automóvel ainda vigente por aqui.

Aos motoristas fica a recomendação: ao avistar um ciclista, lembre-se que ele é um carro a menos poluindo e congestionando as ruas e, principalmente, um outro ser humano que tem o direito de circular nas ruas com tranqüilidade. Reduza a velocidade e mantenha distância ao ultrapassá-lo.

ABC da bicicleta e do cicloturismo

No viedeojug, uma série de vídeos com o ABC da bicicleta. Desde como escolher a bicicleta certa, até a manutenção básica. Em inglês, mas muito simples e didático.E no final de semana de 28 e 29 de julho, o Clube de Cicloturismo promove uma série de eventos no Sesc Ipiranga sobre viagens de bicicleta. Na programação, uma oficina sobre manutenção das magrelas.

No Rio de Janeiro, uma atividade semelhante acontece neste sábado (21).

Vale visitar também: www.escoladebicicleta.com.br

Bicicletada de junho em Fortaleza – vídeo

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=VvC529Sd-9s][blog da Bicicletada de Fortaleza]

[comunidade no orkut]

[Massa Crítica de junho pelo mundo]

Vrijheid, Gelijkheid en Broederschap

(bicicletas do Véliv em Paris / foto: Malias)

Quatro décadas depois do subversivo Plano das Bicicletas Brancas mostrar que alguns problemas só existem porque poucos lucram muito com os transtornos de todos, a idéia de espalhar bicicletas de uso público pelas cidades começa a virar lugar comum na Europa.No último domingo (15), entrou em funcionamento na capital francesa o Vélib, um serviço de bicicletas de uso público. São 10.600 veículos a propulsão humana espalhados em 750 pontos de Paris. Até o final do ano, serão 20 mil magrelas em 1451 locais.

Pode ser coincidência, mas a meta do sistema parisiense é a mesma reivindicada pelos holandeses do Provos há mais de 40 anos. Três anos antes de Paris viver o efervescente maio de 68, o coletivo provocativo de Amsterdam bagunçou as mentes conservadoras ao sugerir que as autoridades comprassem 20 mil bicicletas por ano e as disponibilizassem para o uso de todos os cidadãos.

“A idéia era que estivessem permanentemente disponíveis nas ruas para uso gratuito do cidadão comum, e que este as deixasse para o usuário seguinte quando cumprisse seu trajeto.

O plano foi copiado, com sucesso, ao redor do mundo: Estocolmo, Oxford, Berkeley. Em Amsterdam, os próprios Provos espalharam bicicletas pela cidade, e simpatizantes da causa começaram a levar as suas para serem pintadas de branco nas reuniões semanais.

Os policiais confiscaram as bicicletas comunitárias com a ridícula justificativa de que, como não tinham dono, representavam um estímulo ao roubo; e começaram a reprimir os encontros da Spui com progressiva violência, transformando-os em choques em praça pública.” (Ari Almeida, no MountainBikeBH)

(bloco na rua durante happening do Provos em Amsterdam / foto: IISH)

O Plano das Bicicletas Brancas, considerado utópico e ameaçador, inspirou músicos, artistas, movimentos e pessoas ao redor do planeta, inclusive adminstradores públicos e homens de negócio.Para usar o Vélib francês, o cidadão paga 29 euros por ano, além de deixar uma franquia de 150 euros. Existem opções de planos semanais (5 euros) ou diários (1 euro). A bicicleta tem selim ajustável e cesta para o transporte de objetos, mas seu peso excessivo (22,4kg) despertou algumas críticas.

Ao contrário da propriedade coletiva (ou da não-propriedade) das bicicletas brancas, o Vélib é gerenciado por uma corporação transnacional: a J.C. Decaux, que divide o controle do mobiliário urbano em boa parte das grandes cidades ocidentais com a estadunidense ClearChannel.

O contrato de 10 anos firmado com a prefeitura de Paris prevê que a empresa terá direito de continuar explorando (além do aluguel de bicicletas) a publicidade em 1628 pontos da cidade.

Outro ítem que não entraria no Plano das Bicicletas Brancas é o limite de 30 minutos para cada viagem no Vélib. Ao final deste prazo, se o usuário não tiver devolvido a bicicleta, começa a pagar uma taxa extra (1 euro pela primeira hora, 2 pela segunda e 4 a partir da quarta hora).

Afinal, nestes tempos em que o marketing é “de guerrilha”, os automóveis se chamam Eco e água virou refrigerante de auto-ajuda, investir uma porcentagem ínfima do orçamento na compra e distribuição de bicicletas pelas cidades e dizer que elas pertencem a todos continua sendo subversivo e utópico.

A implantação das bicicletas de uso público em Paris é apenas mais uma etapa da longa batalha empreendida pelo resgate do espaço e dos recursos roubados pelos automóveis na capital francesa, que nos últimos anos criou sérias restrições ao estacionamento e ao tráfego de veículos, abriu calçadões (para as pessoas, não para os carros), construiu corredores de ônibus e mais de 300km de ciclovias e ciclofaixas no espaço antes destinado aos automóveis.

A iniciativa parisiense das bicicletas públicas é significativa e mostra que grandes interesses econômicos devem estar condicionados aos anseios das sociedades; não o contrário, como é praxe nas sociedades periféricas.

(ciclofaixa em Paris / Mathias Fingerman)

[notícia no Panóptico – com vários links]

[notícia no blog da Transporte Ativo]

[notícia sobre o Vélib – espanhol]

[notícia sobre o Vélib – BBC Brasil – com vídeo]

[Vélib]

[sobre a vitória da concorrência pela J.C. Decaux – francês]

[sobre a vitória da concorrência pela J.C. Decaux – espanhol]

[Provos – “A contrcultura é laranja fluorecente”]

[Provos – Wikipedia]

[O uso político da bicicleta]

[Bicicleta e tempo de contestação]

McDonalds Videogame

McVideogame: viciante e muito mais difícil do que parece.Descoberto no imediartivismo.

Veja também: la Molleindustria – political videogames