Pois é: estava em um debate – sobre as resistências sociais à ordem mundial atual. Bem perto de caso, por sorte – então, claro, pude me locomover sem maiores transtornos.
O debate em questão teve como um dos destaques a questão da comunicação, do simbólico – e da internet como uma das formas de expansão de uma outra forma de construir os imaginários. Isso tudo com o exemplo concreto dos zapatistas, no México.
Aí, no fim das contas, pensei que na Selva Lancandona (Chiapas) grande parte do povo vive assim: sem luz, água e tudo mais. Não que isso seja bom – muito pelo contrário. Afinal, lutamos para que todos possam ter um viver bem.
Agora, que é curioso – e nos deixa muito a pensar – que pouco mais de 2 horas sem luz façam a nossa civilização iluminista entrar em colapso, não há dúvidas.
Depois, atrasado é índio – que sabe se movimentar pelos sons e cheiros da floresta.
Sombras e luzes – afinal, o escuro e luzes dos carros mostram que o caos, realmente, advém da sociedade que teima em se movimentar dessa forma.
Bom até hoje de manhã a Av. Liberdade tinha alguns cruzamentos sem farol funcionando.
Fiz a minha boa ação do dia fazendo corking para a passagem de pedestres.
E então a luz se apagou e o caos se instaurou.
Alguns se desesperaram, alguns caminhavam, todos buzinavam, alguns temiam por saques e assaltos, outros apenas conspiravam…
Assistindo a tudo aquilo sem ação, resolvi apenas viver aquele momento extraordinário na avenida mais famosa da ciedade, até ser flagrado por sua câmera atenta.
Começou um passeio divertido e estranho pela cidade em busca da ciclista perdida.
O centro foi nosso destino final e o local da incrível descoberta desse apagão:
Tudo não passou de uma manobra dos especuladores para zerar o impostômetro ao lado de onde a cidade começou.
Ao final, desfrutamos da escuridão, o silêncio das ruas e a paz sobre duas rodas, cientes da missão cumprida.
Ontem foi mais um dia em que me orgulhei de ter escolhido a bicicleta como vida e transporte.
Abraço, companheiro de blackout.
queridos! faço das palavras do Alonzo as minhas (exceto a parte da ciclista perdida hahaha)
cada dia mais orgulho por ter escolhido a bicicleta, a paz, a alegria e a amizade pra seguir a vida
6 Comments
Olá,
Pois é: estava em um debate – sobre as resistências sociais à ordem mundial atual. Bem perto de caso, por sorte – então, claro, pude me locomover sem maiores transtornos.
O debate em questão teve como um dos destaques a questão da comunicação, do simbólico – e da internet como uma das formas de expansão de uma outra forma de construir os imaginários. Isso tudo com o exemplo concreto dos zapatistas, no México.
Aí, no fim das contas, pensei que na Selva Lancandona (Chiapas) grande parte do povo vive assim: sem luz, água e tudo mais. Não que isso seja bom – muito pelo contrário. Afinal, lutamos para que todos possam ter um viver bem.
Agora, que é curioso – e nos deixa muito a pensar – que pouco mais de 2 horas sem luz façam a nossa civilização iluminista entrar em colapso, não há dúvidas.
Depois, atrasado é índio – que sabe se movimentar pelos sons e cheiros da floresta.
Sombras e luzes – afinal, o escuro e luzes dos carros mostram que o caos, realmente, advém da sociedade que teima em se movimentar dessa forma.
Abraço
Bom até hoje de manhã a Av. Liberdade tinha alguns cruzamentos sem farol funcionando.
Fiz a minha boa ação do dia fazendo corking para a passagem de pedestres.
E então a luz se apagou e o caos se instaurou.
Alguns se desesperaram, alguns caminhavam, todos buzinavam, alguns temiam por saques e assaltos, outros apenas conspiravam…
Assistindo a tudo aquilo sem ação, resolvi apenas viver aquele momento extraordinário na avenida mais famosa da ciedade, até ser flagrado por sua câmera atenta.
Começou um passeio divertido e estranho pela cidade em busca da ciclista perdida.
O centro foi nosso destino final e o local da incrível descoberta desse apagão:
Tudo não passou de uma manobra dos especuladores para zerar o impostômetro ao lado de onde a cidade começou.
Ao final, desfrutamos da escuridão, o silêncio das ruas e a paz sobre duas rodas, cientes da missão cumprida.
Ontem foi mais um dia em que me orgulhei de ter escolhido a bicicleta como vida e transporte.
Abraço, companheiro de blackout.
Pois é, missão cumprida, ainda que curta. Podia ter durado algumas horas a mais, porque foi bom demais. E valeu a companhia, o vídeo sai em breve.
Minha foto do impostômetro sabotado – a real causa do apagão – não rolou (tremida pacas), mas a Aline publicou a dela: http://twitpic.com/p3xrj
abraço
queridos! faço das palavras do Alonzo as minhas (exceto a parte da ciclista perdida hahaha)
cada dia mais orgulho por ter escolhido a bicicleta, a paz, a alegria e a amizade pra seguir a vida
aah, tb publiquei algumas impressoes em meu humilde e desatualizado blog..
beijos