E você, como foi de blecaute?

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Praça do Ciclista, 22h30

blecaute09-02

Um pouco antes

blecaute09-03

Um pouco depois

6 Comments

  1. Posted 11/11/2009 at 4h04 | Permalink

    Olá,

    Pois é: estava em um debate – sobre as resistências sociais à ordem mundial atual. Bem perto de caso, por sorte – então, claro, pude me locomover sem maiores transtornos.

    O debate em questão teve como um dos destaques a questão da comunicação, do simbólico – e da internet como uma das formas de expansão de uma outra forma de construir os imaginários. Isso tudo com o exemplo concreto dos zapatistas, no México.

    Aí, no fim das contas, pensei que na Selva Lancandona (Chiapas) grande parte do povo vive assim: sem luz, água e tudo mais. Não que isso seja bom – muito pelo contrário. Afinal, lutamos para que todos possam ter um viver bem.

    Agora, que é curioso – e nos deixa muito a pensar – que pouco mais de 2 horas sem luz façam a nossa civilização iluminista entrar em colapso, não há dúvidas.

    Depois, atrasado é índio – que sabe se movimentar pelos sons e cheiros da floresta.

    Sombras e luzes – afinal, o escuro e luzes dos carros mostram que o caos, realmente, advém da sociedade que teima em se movimentar dessa forma.

    Abraço

  2. Posted 11/11/2009 at 12h21 | Permalink

    Bom até hoje de manhã a Av. Liberdade tinha alguns cruzamentos sem farol funcionando.
    Fiz a minha boa ação do dia fazendo corking para a passagem de pedestres.

  3. Posted 12/11/2009 at 1h06 | Permalink

    E então a luz se apagou e o caos se instaurou.
    Alguns se desesperaram, alguns caminhavam, todos buzinavam, alguns temiam por saques e assaltos, outros apenas conspiravam…
    Assistindo a tudo aquilo sem ação, resolvi apenas viver aquele momento extraordinário na avenida mais famosa da ciedade, até ser flagrado por sua câmera atenta.
    Começou um passeio divertido e estranho pela cidade em busca da ciclista perdida.
    O centro foi nosso destino final e o local da incrível descoberta desse apagão:
    Tudo não passou de uma manobra dos especuladores para zerar o impostômetro ao lado de onde a cidade começou.
    Ao final, desfrutamos da escuridão, o silêncio das ruas e a paz sobre duas rodas, cientes da missão cumprida.
    Ontem foi mais um dia em que me orgulhei de ter escolhido a bicicleta como vida e transporte.
    Abraço, companheiro de blackout.

  4. Posted 12/11/2009 at 2h20 | Permalink

    Pois é, missão cumprida, ainda que curta. Podia ter durado algumas horas a mais, porque foi bom demais. E valeu a companhia, o vídeo sai em breve.

    Minha foto do impostômetro sabotado – a real causa do apagão – não rolou (tremida pacas), mas a Aline publicou a dela: http://twitpic.com/p3xrj

    abraço

  5. Posted 16/11/2009 at 17h30 | Permalink

    queridos! faço das palavras do Alonzo as minhas (exceto a parte da ciclista perdida hahaha)
    cada dia mais orgulho por ter escolhido a bicicleta, a paz, a alegria e a amizade pra seguir a vida

  6. Posted 16/11/2009 at 17h30 | Permalink

    aah, tb publiquei algumas impressoes em meu humilde e desatualizado blog..
    beijos