Manifesto dos invisíveis

Em uma tarde de setembro, meia centena de ciclistas urbanos reunidos nos espaços virtuais resolveram colocar no papel algumas opiniões e análises sobre as dificuldades, conquistas e necessidades de quem usa bicicleta em São Paulo.

O texto coletivo, que cirulou por listas de email, foi assunto de chats e conversas, recebeu centenas de alterações não é uma versão conclusiva nem estática. Como disse um dos autores, talvez nunca existirá uma versão definitiva. Mas a análise e a opinião destes especialistas empíricos sobre as ruas da capital merece ser escutada.

Manifesto dos Invisíveis

Motorista, o que você faria se dissessem que você só pode dirigir em algumas vias especiais, porque seu carro não possui airbags? E que, onde elas não existissem, você não poderia transitar?

Para nós, cidadãos que utilizam a bicicleta como meio de transporte, é esse o sentimento ao ouvir que “só será seguro pedalar em São Paulo quando houver ciclovias”, ou que “a bicicleta atrapalha o trânsito”. Precisamos pedalar agora. E já pedalamos! Nós e mais 300 mil pessoas, diariamente. Será que deveríamos esperar até 2020, ano em que Eduardo Jorge (secretário do Verde e do Meio Ambiente de São Paulo) estima que teremos 1.000 quilômetros de ciclovias? Se a cidade tem mais de 17 mil quilômetros de vias, pelo menos 94% delas continuarão sem ciclovia. Como fazer quando precisarmos passar por alguma dessas vias? Carregar a bicicleta nas costas até a próxima ciclovia? Empurrá-la pela calçada?

Ciclovia é só uma das possibilidades de infra-estrutura existentes para o uso da bicicleta. Nosso sistema viário, assim como a cidade, foi pensado para os carros particulares e, quando não ignora, coloca em segundo plano os ônibus, pedestres e ciclistas. Não precisamos de ciclovias para pedalar, assim como carros e caminhões não precisam ser separados. O ciclista tem o direito legal de pedalar por praticamente todas as vias, e ainda tem a preferência garantida pelo Código de Trânsito Brasileiro sobre todos os veículos motorizados. A evolução do ciclismo como transporte é marca de cidadania na Europa e de funcionalidade na China. Já temos, mesmo na América do Sul, grandes exemplos de soluções criativas: Bogotá e Curitiba.

Não clamamos por ciclovias, clamamos por respeito. Às leis de trânsito colocam em primeiro plano o respeito à vida. As ruas são públicas e devem ser compartilhadas entre todos os veículos, como manda a lei e reza o bom senso. Porém, muitas pessoas não se arriscam a pedalar por medo da atitude violenta de alguns motoristas. Estes motoristas felizmente são minoria, mas uma minoria que assusta e agride.

A recente iniciativa do Metrô de emprestar bicicletas e oferecer bicicletários é importante. Atende a uma carência que é relegada pelo poder público: a necessidade de espaço seguro para estacionar as bikes. Em vez de ciclovias, a instalação de bicicletários deveria vir acompanhada de uma campanha de educação no trânsito e um trabalho de sinalização de vias, para informar aos motoristas que ciclistas podem e devem circular nas ruas da nossa cidade. Nos cursos de habilitação não há sequer um parágrafo sobre proteger o ciclista, sobre o veículo maior sempre zelar pelo menor. Eventualmente cita-se a legislação a ser decorada, sem explicá-la adequadamente. E a sinalização, quando existe, proíbe a bicicleta; nunca comunica os motoristas sobre o compartilhamento da via, regulamenta seu uso ou indica caminhos alternativos para o ciclista. A ausência de sinalização deseduca os motoristas porque não legitima a presença da bicicleta nas vias públicas.

A insistência em afirmar que as ruas serão seguras para as bicicletas somente quando houver milhares de quilômetros de ciclovias parece a desculpa usada por muitos motoristas para não deixar o carro em casa. “Só mudarei meus hábitos quando tiver metrô na porta de casa”, enquanto continuam a congestionar e poluir o espaço público, esperando que outros resolvam seus problemas, em vez de tomar a iniciativa para construir uma solução.

Não podemos e não vamos esperar. Precisamos usar nossas bicicletas já, dentro da lei e com segurança. Vamos desde já contribuir para melhorar a qualidade de vida da nossa cidade. Vamos liberar espaços no trânsito e não poluir o ar. Vamos fazer bem para a saúde (de todos) e compartilhar, com os que ainda não experimentaram, o prazer de pedalar.

Preferimos crer que podemos fazer nossa cidade mais humana, do que acreditar que a solução dos nossos problemas é alimentar a segregação com ciclovias. Existem alternativas mais rápidas e soluções que serão benéficas a todos, se pudermos nos unir para construirmos juntos uma cidade mais humana.

A rua é de todos. A cidade também.

Nós, que também somos o trânsito:

Alberto Pellegrini
Alexandre Afonso
Alexandre Catão
Alexandre Loschiavo (Sampabiketour)
Alex Gomes ( U-Biker )
Ana Paula Cross Neumann (Aninha)
André Pasqualini (CicloBR)
Antonio Lacerda Miotto (Pedalante)
Aylons Hazzud
Ayrton Sena Santos do Nascimento
Bruno Canesi Morino
Bruno Gola
Carolina Spillari
Célia Choairy de Moraes
Chantal Bispo (Eu vou voando)
Daniel Ingo Haase (FAHRRAD)
Daniel Albuquerque
Eduardo Marques Grigoletto (CicloAtivando)
Fabrício Zuccherato (pedal-driven)
Flávio “Xavero” Coelho
Felipe Aragonez (Falanstérios)
Felipe Martins Pereira Ribeiro
Fernando Guimarães Norte
Gustavo Fonseca Meyer
Hélio Wicher Neto
João Guilherme Lacerda
José Alberto F. Monteiro
João Paulo Pedrosa (Malfadado – PT)
José Paulo Guedes (EcoUrbana)
Juliana Mateus
Laércio Luiz Muniz
Leandro Cascino Repolho
Leandro Valverdes
Lucien Constantino
Luis Sorrilha (BIGSP)
Luiz Humberto Sanches Farias
Marcelo Império Grillo
Márcia Regina de Andrade Prado
Márcio Campos
Mário Canna Pires
Matias Mignon Mickenhagen
Mathias Fingermann
Otávio Remedio
Paula Cinquetti
Polly Rosa
Ricardo Shiota Yasuda
Rodrigo Sampaio Primo
Ronaldo Toshio
Silvio Tambara
Thiago Benicchio (Apocalipse Motorizado)
Vado Gonçalves (cicloativismo)
Vitor Leal Pinheiro (Quintal)
Willian Cruz (Vá de Bike!)

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29 Comments

  1. Cesar Augusto
    Posted 18/09/2008 at 17h05 | Permalink

    Peraí!!!! De onde foi tirada a afirmarção que Curitiba é um exemplo de solução criativa??? Temos aqui 57 carros para cada 100 habitantes. E uma prefeitura, uma empresa de que administra o transporte, uma empresa de planejamento urbano e uma fiscalização de trânsito que não estão nem aí para quem usa bicicleta como meio de transporte. Acredito que Curitiba também padece da mesma mentalidade de São Paulo. E acredito que em 5 anos, teremos o mesmo trânsito engarrafado que São Paulo enfrenta em todas as horas dos dias, já que a atual administração (que pelo jeito vai ficar mais 4 anos) não melhora o sistema de transporte coletivo, colocando mais linhas, ônibus, criando soluções para as pessoas usarem menos os carros.

  2. Posted 18/09/2008 at 17h15 | Permalink

    O manifesto já está no meu blog e meu nome já está na lista.

    Eu também sou o transito!

  3. Posted 18/09/2008 at 18h15 | Permalink

    Simplesmente Sensacional isso!!!!!
    Perfeito….

    Posso colocar no blog do Ciclo Urbano?

  4. Posted 18/09/2008 at 21h00 | Permalink

    Sensacional, não vamos deixar de pedalar esperando por ciclovias.

  5. José Luiz Britto
    Posted 18/09/2008 at 21h46 | Permalink

    Achei o texto excelente, o conteúdo sobre o uso das bicicletas é uma realidade que todos precisam ter consciência. As cidades não têm mais capacidade para atender às necessidades da cultura do uso do automóvel como meio de transporte. No mundo inteiro, os governos têm estimulado, cada vez mais o uso da bicicleta como meio de transporte, no Brasil também será assim, vamos lutar para conseguir que essa atitude se torne uma realidade a curto prazo. Contem comigo.
    Presidente da Comissão Municipal de Segurança e Educação para o Trânsito de Juiz de Fora- MG

  6. André Mezabarba
    Posted 19/09/2008 at 0h23 | Permalink

    Sensacional!!

    Também sou trânsito e estou na luta!

  7. Posted 19/09/2008 at 2h32 | Permalink

    Cesar, concordo com você. Já disse mil vezes e repito que pedalar em São Paulo é muito melhor do que pedalar no Rio e em Curitiba. Com certeza, como é um manifesto aberto, uma pessoa que não conhece Curitiba pode se iludir com a propaganda de que aí tem 150 km de ciclovias. Pedalei dois dias na cidade e nunca havia uma ciclovia por perto e quando havia, ela era muito estreitar e com muitas deformações.

    Já nas ruas, os carros respeitam muito menos do que em São Paulo, como aí eles ainda podem correr, (duvido que a 5 anos, nesse ritmo, consigam) parece que somos intrusos nas ruas, dificilmente dão a preferência, tanto para ciclistas como pedestres. Parece que a propaganda do governo daí tá muito boa.

    Abraços

    André Pasqualini

  8. Gunnar
    Posted 19/09/2008 at 9h48 | Permalink

    CURITIBA?!?!? Um exemplo!?

    Rapaz, isso aqui é o INFERNO dos ciclistas! Tudo isso aí que o André comentou e muito mais. As ciclovias, no final das contas, servem mais aos motorizados do que aos ciclistas, lavando-lhes as consciências, afinal, “o ciclista não deveria estar na rua”…

    Tirando esse detalhe, o manifesto ficou lindão. Dá até um nó na garganta, hehe! ;O)

  9. zecopol
    Posted 19/09/2008 at 11h43 | Permalink

    Também assino, José Paulo Guedes Pinto (Ecologia Urbana)

  10. Silvio Pereira
    Posted 19/09/2008 at 12h34 | Permalink

    Gostaria de fazer uma pergunta a vocês, bikemaníacos, odiadores de automóveis, ônibus, caminhões, motos e seus respectivos motoristas.
    Porquê são tão contra a construção de ciclovias ? Dá para alguém ser sincero, e me responder botando prá fora este sentimento interior sado masoquista ?

  11. Posted 19/09/2008 at 14h58 | Permalink

    Silvio, acho que você entendeu mal. Não somos todos odiadores de automóveis, ônibus, caminhões, etc. Defendemos o transporte coletivo, e inclusive o utilizamos. Não somos contra a construção de ciclovias, mas elas não são a solução. Como dissemos, o que precisamos é de respeito nas ruas, às quais temos direito. Queremos o compartilhamento da via. Não somos sádicos muito menos masoquistas. Até porque, gostamos da liberdade de andar de bicicleta por onde quisermos. Ciclovias são importantes, mas não são elas que irão resolver os problemas. Quer saber mais sobre isso? Leia estes post aqui do apocalipse motorizado. Abraço.

    http://apocalipsemotorizado.net/2008/06/23/portland-nao-tem-ciclovias/
    http://apocalipsemotorizado.net/2008/06/25/muito-alem-das-ciclovias/

  12. Márcio Campos
    Posted 19/09/2008 at 18h31 | Permalink

    Oi Sílvio. bom receber visita de alguém “de fora”, alheio ao problema dos ciclistas urbanos.
    Você, Sílvio, não deve ser usuário frequente de transporte público, menos ainda de bicicleta como transporte. Sabe por que é assim? Porque foi decisão pensada dos governos não investir na eficiência de outras modalidades de transporte que não o automóvel particular, a indústria do automóvel move muito dinheiro. Houvesse linhas de ônibus, trens e metrô em profusão, com conforto, certamente você acharia um absurdo ter que ir às áreas populosas da cidade de automóvel particular.
    Não odiamos carros, ônibus, motos e motoristas, nem gostamos de correr risco pedalando entre eles. Já o contrário é frequente, somos diariamente ofendidos e ameaçados de morte pelos condutores de automóveis. Eles não percebem a armadilha em que foram metidos, acreditam mesmo que usar seu automóvel na cidade é “um direito”. Direito que quando todos quiserem, será para ninguém. E isso é para breve.
    Ciclovias são segregadoras, desnecessárias se houver o devido respeito à vida humana. Os motoristas, cujo cérebro é um suco, insistem em percorrer 100m à 60km/h, meter buzina e farol sobre o ciclista, cruzar perigosamente à sua frente, espreme-lo junto à guia, tudo para parar no próximo semáforo vermelho e esperar(sem reclamar, buzinar, dar farol ) mais 3 minutos.
    Sílvio, o inimigo do motorista é motorista do carro a frente. Esse é quem lhe tira de fato a mobilidade na cidade, quem o impede de progredir na via.

    Gostaria de vir pedalar conosco?

    Abraços aos que questionam “dogmas”

    Márcio Campos

  13. Fabiano Faga Pacheco
    Posted 19/09/2008 at 22h29 | Permalink

    Olá, Silvio!
    Faço das palavras do Vitor e do Márcio as minhas! Ciclovias podem ser úteis, mas, justamente por segregarem, podem causar um efeito inverso, em que o ciclista, quando não está na ciclovia, acaba sendo desrespeitado por isso. Isso é bem comum no Rio de Janeiro, onde há várias ciclovias que vão do nada a lugar nenhum. Aconteceu também comigo em Florianópolis, onde uma parte de uma ciclofaixa acabou de ser implementada. Ela, por enquanto, não liga muitos lugares e, tentando entrar nela, sou desrespeitado justamente por não estar nela (com o detalhe de que sequer nos permitiam chegar a ela). Ciclovia seria algo desnecessário se as pessoas se respeitassem. Quando as pessoas forem melhor educadas e o trânsito passar a ser mais humano, não haverá necessidade delas existirem. Acredito que este seja o ponto crucial da questão. Ciclovia é um remediador de um problema, ela não é a solução para aquilo que o causa.
    Abraços àqueles que respeitam a vida.
    Fabiano

  14. Posted 20/09/2008 at 2h31 | Permalink

    opa, sou trânsito também…

  15. Posted 21/09/2008 at 4h27 | Permalink

    Silvio Pereira?

    Eita, deve ser aquele cara que “ganhou” o carro caro e foi até expulso do partido do governo.
    http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u70771.shtml

    Para ele o normal deve ser gostar de carros caros e de corrupções morais.

    Te cuida, Silvinho!

  16. Otávio
    Posted 22/09/2008 at 13h24 | Permalink

    Eu não odeio carros, eu apenas não gosto de pessoas irresponsáveis, que colocam um amontoado de lata acima da vida.

  17. Luciano
    Posted 23/09/2008 at 16h33 | Permalink

    Sou de Curitiba e reforço que a citação dela como exemplo não condiz com a verdade. Fora isso, o texto está nota 1000!

    Eu também não sou contra os carros. Só espero que as pessoas os utilizem com consciência e descência, respeitando as leis de trânsito e a vida alheia.

  18. Posted 15/01/2009 at 11h10 | Permalink

    Li, reli, assino embaixo e concordo com tudo, menos uma coisa: a crase em “Ás leis de trânsito”, no quarto parágrafo.

    Felipe Antônio Paulon Fontes

  19. Fabricio Mouret
    Posted 16/01/2009 at 11h20 | Permalink

    Estou de acordo também, a bicicleta não pode ser encarada somente como um passatempo ou brinquedinho pelos outros motoristas e pedestres, o ciclista merece respeito e deve respeitar tb

  20. André Ferreira
    Posted 18/01/2009 at 21h48 | Permalink

    O Manifesto dos Invisíveis vai além do uso da bicicleta e a construção de ciclovias e ciclofaixas, ele faz pensar seriamente e possibilita discussões sobre mobilidade urbana utilizando um modal de transporte por veículo não motorizado.

    No nosso País ainda predomina o conceito de que bicicleta é para lazer e meio locomoção de podres, contudo, os movimentos do tipo bicicletada e o número de profissionais que se desloca com sua bicicleta para o trabalho demonstra que a sociedade deve ter outro entendimento e atitude no trânsito, o Manifesto presta-se a esse papel.

    Respeitar a todos que utiliza o espaço público independente o tipo de veículo faz parte da civilidade e os ciclitas sabem colocar isso em prática. Partimentalizar o espaço coletivo, definindo calçada só para dedestre; ciclovias/ciclofaixas só para ciclistas e vias só para automóveis é reforçar a política da automobilidade.

    Ciclovias é sempre necessária, mas não soluciona a complexidade da mobilidade que inclui: Engenharia, Fiscalização, Educação, Política de Infra-estrutura e mobilização da sociedade para contrução de uma cidade sustentável.

    Parabéns!!

    André Ferreira – Recife

  21. Celso Menandro
    Posted 22/01/2009 at 11h11 | Permalink

    A vida em duas rodas um guidao e um pedal como propulsor, temos que ser respeitados e respeitar pois o direito de ir e vir e’ para todos, sem distincao, queremos andar com nossas bicicletas e nao ser alvos dos motorizados em geral. Cebola biker

  22. Fabiano
    Posted 30/01/2009 at 1h16 | Permalink

    Manifesto dos Invisíveis: lista atualizada, com a retirada do trecho que afirma Curitiba ser exemplo de cidade com solução criativa ao transporte cicloviário:
    Adriana de Oliveira Branco
    Afonso Savaglia
    Alberto Pellegrini
    Alex Gomes ( U-Biker )
    Alexandre Afonso
    Alexandre Catão
    Alexandre Loschiavo
    Alexandre Palmieri
    Alonzo “Chascon” Zarzosa
    Álvaro Diogo
    Ana Paula Cross Neumann
    Andre Galhardo
    André Mezabarba (Belo Horizonte, MG)
    André Pasqualini
    André Vinicius Mulho da Costa (Florianópolis, SC)
    Angelo Augusto Vivian
    Antonio Lacerda Miotto
    Arlindo Saraiva Pereira Junior
    Aylons Hazzud
    Ayrton Sena Santos do Nascimento
    Beto Marcicano
    Bruno Canesi Morino
    Bruno Cézar Grego (No Nose)
    Bruno de Crudis Rodrigues
    Bruno Giorgi Crisóstomo Ianoni
    Bruno Gola
    Bruno Rodrigues
    Caio Yamazaki Saravalle
    Carlos Cabral
    Cármen Sampaio Amendola
    Carolina Spillari
    Célia Choairy de Moraes
    Chantal Bispo
    Chico Macena
    Daniel Albuquerque
    Daniel das Neves Magalhães
    Daniel de Araújo Costa (Florianópolis, SC)
    Daniel Ingo Haase
    Daniel Moura (Maceió, AL)
    Daniel Ranieri Costa (São Paulo, SP)
    Daniela Pastana Cuevas
    Danilo Martinho May
    Drielle Caroline Alarcon
    Eduardo Cooper
    Eduardo Girão
    Eduardo Lopes Merege
    Eduardo Marques Grigoletto
    Evandro L. Nappi
    Evelyn Araripe
    Fabiano Faga Pacheco
    Fabricio Mouret
    Fabrício Zuccherato
    Flávio “Xavero” Coelho
    Felipe Aragonez
    Felipe Antônio Paulon Fontes
    Felipe Martins Pereira Ribeiro
    Felippe
    Fernando Guimarães Norte
    Filipe Franco de Souza
    Francisco Pellegrini
    Frank Barroso
    Gabriel Silveira de Andrade Antunes (Brasília, DF)
    Gerhard Grube
    Guilherme Henrique Maruyama da Costa
    Gustavo Bianchini
    Gustavo Fonseca Meyer
    Hélio Wicher Neto
    Henrique Boney
    Henrique Mogadouro da Cunha
    Hilton Luis Moreira Bulhões
    Ian Thomaz
    Inês Castilho
    Isaac Akira Kojima
    Jeanne Freitas Gibson
    Jeison Jaques Dück
    Jessé Teixeira Félix
    João Guilherme Lacerda
    Joao Paulo Pedrosa (Portugal)
    Joel Pinheiro
    José Alberto F. Monteiro
    José Paulo Guedes Pinto
    Juliana da Silva Diehl
    Juliana Mateus
    Juliana Medeiros de Souza (Brasília, DF)
    Júlio Boaro
    Jupercio Juliano de Almeida Garcia
    Kelaine Azevedo
    Keline Cajueiro Campos Barreto
    Laércio Luiz Muniz
    Larissa Xavier Neves da Silva (Porto Alegre, RS)
    Lauro Martins de Oliveira
    Leandro Cascino Repolho
    Leandro Coletto Biazon
    Leandro Kruszielski
    Leandro Valverdes
    Leonardo Américo Cuevas Neira
    Lewis Clementino da Silva
    Lincoln Eduardo Paiva
    Luciano César Marinho
    Luciano Galicki
    Luciano Ogura Buralli
    Lucien Constantino (Lilx)
    Luis Sorrilha
    Luis Gustavo Lino (Goiânia, GO)
    Luis Patricio
    Luiz Humberto Sanches Farias
    Maíra Rosauro Zasso
    Manuela Ortiz
    Marcel Manzano Lima
    Marcelo Bunscheit
    Marcelo de Almeida Siqueira
    Marcelo Império Grillo (MIG)
    Márcia Regina de Andrade Prado
    Márcio Campos
    Marcos Miranda Toledo (Belo Horizonte, MG)
    Mariana Cavalcante
    Mariana Zdravca
    Mariane Palhares
    Mário Canna Pires
    Marla Estima Vargas Ranieri Costa
    Matias Mignon Mickenhagen
    Mathias Fingermann
    Maurício Rodrigues de Souza
    Mauro Baraldi
    Michelle Bertolazi Gimenes
    Mila Molina
    Neide Gaspar
    Otávio Remedio
    Paula Cinquetti
    Paulo V. Delgado
    Polly Rosa
    Poti Campos
    Rafael Dias Menezes
    Rafael Ehlert (Porto Alegre, RS)
    Rafael Rodolfo Chacon
    Renata Falzoni
    Renan Peneluppi
    Renato Kairalla Costa (Tinho)
    Renato Panzoldo
    Ricardo Lacerda Bruns
    Ricardo Nunes
    Ricardo Shiota Yasuda
    Ricardo Sobral
    Roberto Piani
    Rodrigo Arnoud
    Rodrigo Mendonça
    Rodrigo Navarro
    Rodrigo Sampaio Primo
    Rodrigo Squizato
    Ronaldo Toshio
    Silvia Düssel Schiros
    Silvio Duarte Moris
    Silvio Tambara
    Soraia Lopes de Miranda Silva (Brasília, DF)
    Talita Oliveira Noguchi
    Thatiane Hijano Costa
    Thiago Benicchio
    Vado Gonçalves
    Verônica Mambrini
    Victor Kazuo Teramoto
    Victor Y. G. Takayama
    Vinicius de Araujo Sant’ Ana
    Vinicius Zanona (Guarapuava, PR)
    Vitor Chiarini Zanetta
    Vitor Leal Pinheiro
    Wadilson
    Willian Cruz
    Yorik von Havre
    Yuri Schultz

  23. Posted 04/02/2009 at 19h53 | Permalink

    Olá, boa noite!

    Me causou arrepios ao ler o Manifesto dos Invisíveis. Sou um ser da bike, seja no trânsito para me locomover de casa para o trabalho, seja nos matos fazendo trilhas.

    Em meio ao trânsito caótico de Belém, realizamos nossa primeira bicicletada na sexta-feira passada, no auge das atividades do Fórum Socail Mundial. Éramos aproximadamente 100 ciclistas em busca de seu espaço nas vias de ciculação da cidade.

    Por ter me identificado de imediato com as palavras do Manifesto dos Invisíveis, gostaria muitíssimo de assiná-lo tb!

    Grata,

    Ádila

  24. Posted 19/02/2009 at 21h56 | Permalink

    moro em uma cidade no interior do Pará, e quando se fala em região norte logo se pensa em verdes florestas, cidades pouco urbanizadas, mas, a realidade não é essa, o que eu vejo aqui, é que a cada dia que passa estamos mais trancafiados dentro de nossa penitenciaria a que nós chamamos de casa, sem poder sair as ruas feitas exclusivamente para o trasito de automoveis, são inumeros as agressões sofridas por pedetres, ciclistas, cadeirantes e demais pessoas que precisam usar esse espaço que “é de todos”, foi por isso que assim que conheci o movimento da bicicletada resolvi reunir amigos e começa-lo aqui em nossa cidade, agora conhecendo e o manifesto ganhei mais força pra lutar contra esse caos urbano em que vivemos, é por isso que gostaria muito de poder assina-lo.

    Grato Pedro Matos Alquimista

  25. Posted 08/11/2009 at 13h15 | Permalink

    Muito bom o texto!
    Sou de Porto Alegre e aqui recentemente estamos começando a ficar com o transito parecido com o de São Paulo.
    Gosto muito de pedalar para ir para a faculdade, trabalho, mas está ficando cada vez mais difícil.
    Eu daria mais uma idéia. Por que nao solicitar isentar o IPI das bicicletas? E melhor ainda, creio que o governo, com todo seu capital e impostos, poderia SUBSIDIAR bicicletas, isentando outros impostos sobre estes veículos, de forma a ficarem mais acessíveis.

  26. Sergio Dizioli
    Posted 25/08/2010 at 21h47 | Permalink

    A questão da convivência entre ciclistas e motoristas é complicada porque decorre de outro problema maior: a falta de educação de nosso povo. Se vc não se considera mal educado, não se estresse… vc é a exceção que confirma a regra.
    Sem a educação necessária para entender que onde começa o direito do vizinho termina o seu é que ocorrem os desrespeitos.
    Lamentavelmente não se consegue olhar para o ciclista que trafega pela rua como um indivíduo que tem direitos e vida como cada um de nós. Veja que uso o plural embora minha atitude como motorista seja a de um ciclista. Em outras palavras eu quando dirijo meu carro, continuo sendo ciclista e assim me porto no trânsito.
    Mesmo tendo essa postura 100% favorável à bike, não compactuo com os desrespeitos que usualmente vejo outros ciclista cometendo. Acho que respeito é obrigação de todos, de parte a parte.
    Infelizmente a corda sempre arrebenta no lugar mais fraco e hoje esse é o ciclista.
    Mas a luta não deve cessar. É tempo de eleições… que tal votarmos em candidatos que tenham um plano para melhorar a vida dos ciclistas em geral, seja aquele que escolheu o pedal como filosofia ou daquele que necessita dele como meio de transporte.

  27. Edilson Palancio
    Posted 01/03/2011 at 20h19 | Permalink

    Assino embaixo, tem que mudar a mentalidade para o transito, e não tentar contornar que o transito esta cada dia mais um caos e as autoridades ficam apenas insistindo em ciclovias, tem é que educar mesmo aos motoristas a respeitarem mais a todos no transito.

  28. Posted 02/06/2011 at 14h46 | Permalink

    pq Curitiba continua no texto?

  29. Posted 09/07/2012 at 9h26 | Permalink

    gente, Curitiba continua no manifesto como exemplo de cidade amiga da bicicleta! tirem isso pelamordedeus! os políticos daqui estão adorando usar isso pra fazer propaganda enganosa, mas a real é que Curitiba está PÉSSIMA para os ciclistas, e tende a ficar cada vez pior, olhem só:

    http://www.gazetadopovo.com.br/blog/irevirdebike/?id=1270774&tit=cruzes-de-madeira-em-frente-a-prefeitura-lembram-os-80-ciclistas-mortos-desde-2009-em-curitiba

    o manifesto não é pra ser editado? então editem, por favor! queremos fazer um manifesto aqui também e referenciar o de vocês como base, mas com essa propaganda enganosa sobre curitiba aí não dá, né?

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