Dia mundial das flores

arte: pedalo pelado

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5 Comments

  1. Posted 15/09/2010 at 12h40 | Permalink

    1ª Bicicletada Nagô – Bicicletada em Salvador – 24 de Setembro de 2010.

    CONVITE
    http://somdoroque.blogspot.com/2010/09/bicicletada-nago-bicicletada-em.html

    Junto com outras metrópoles mundiais, Salvador passa a ter Bicicletada.
    Movimento sai nas ruas em horário de pico reivindicando melhorias no sistema cicloviário e mobilidade urbana.

    Acontece nas ruas de Salvador no dia 24 de setembro (2 dias após o Dia Mundial Sem Carro – 22 de setembro) a 1ª Bicicletada Nagô, com cidadãos usuários da bicicleta como meio de transporte preferencial dentro da cidade. Sem se autodenominar ciclistas ou ciclo ativistas, o grupo pretende realizar coletivamente, num trajeto que vai do Shopping Iguatemi ao Largo de Santana no Rio Vermelho, o que já fazem no seu dia-dia: sair nas ruas de Salvador pedalando. O objetivo é chamar atenção para a presença da bicicleta no trânsito, estimular a sua inserção no cotidiano urbano como um meio de transporte eficiente e prazeroso e incentivar a inclusão deste modal no planejamento da mobilidade urbana de Salvador.

    Não há fontes seguras sobre o número de usuários de bicicleta como meio de transporte em Salvador. No entanto, nota-se que este público é expressivo, principalmente entre a população de baixa renda, o que contrasta radicalmente com o investimento dos órgãos competentes para a inclusão de quem pedala nos planos de transporte urbano.

    Falta um planejamento cicloviário ostensivo para a capital baiana, que inclua Lei Orgânica do Sistema Cicloviário (que, por exemplo, obriga estabelecimentos comerciais a terem um número mínimo de vagas em bicicletário, proporcional ao número de vagas de carro), sinalização de compartilhamento de vias e calçadas, ciclofaixas demarcadas, as ciclovias segregadas existentes são poucas, a maior parte destinadas prioritariamente ao lazer. Não há interligação entre o modal bicicleta e outros meios de transporte, como ônibus, trens, barcos e elevadores municipais e bondes planos-inclinados. Sobretudo, fica evidente que Salvador é uma cidade largamente organizada em função do tráfego de veículos motorizados, deixando para os usuários de bicicleta e pedestres uma grande insegurança.

    O grupo sairá da praça em frente ao Shopping Iguatemi, na avenida ACM, chegando até o Largo de Santana, no Rio Vermelho, reunindo-se para a partida às 18 horas, buscando atingir o grande número de pessoas que enfrenta o horário de pico no trânsito soteropolitano. Inspirada nas bicicletadas realizadas mundialmente nas grandes capitais, a bicicletada Nagô acontecerá todo mês, sempre na última sexta-feira.

    O movimento Bicicletada acontece em outras grandes metrópoles como Nova York, São Paulo, Los Angeles, e mesmo em cidades menores, como Aracajú, há quase uma década. Em outros países, é mais conhecido como critical mass, que significa massa crítica referindo-se à quantidade númerica e qualidade intelectual dos participantes. Quando uma bicicletada intervém no trânsito em horário de pico, espera intencionalmente piorar algo que já é bagunçado, para que assim possa melhorar. O movimento convida todas pessoas que pedalam e que se interessem pelas causas defendidas.

    Serviço:

    O quê: 1ª Bicicletada Nagô

    Quando: Dia 24 de setembro, às 18h

    Onde: Partindo do canteiro central da Avenida ACM en direção ao Rio Vermelho

    OBS: Aberta aos cidadãos que pedalam na cidade, aos que desejam pedalar, aos simpatizantes…

  2. Posted 15/09/2010 at 20h33 | Permalink

    Olá
    Sou frequentador do blog mas nunca cheguei a comentar, logo, peço desculpas se parecer ofensivo.
    Gostaria de saber sua opinião sobre uma questão que me intriga. O dia mundial sem carro, por ser um evento isolado dentro do calendário, não acabaria banalizando a idéia do ciclo-ativismo? Porque, como aconteçe com muitos outros eventos que estipulam um dia de ação concentrada ativista, acabaria se tornando um espetáculo, um programa a ser apreciado.
    Não tento botar impecílios, até sou a favor da idéia, só gostaria de refletir mais sobre ela a partir de sua visão (que por estar mais inserido nesse movimento deve ter uma visão bem mais ampla que a minha).

    Acho digno esse evento. Só me pergunto se não acabaria se tornando um instrumento de auto-compensação para limpar a consciencia de pessoas que o ano todo pouca atenção dão para a causa e esperam para, no dia mundial sem carro, vestir uma máscara de ativista consciente para limpar as mãos.

    Aliás, adoro o site. Continuo acompanhando
    Abraço.

  3. Posted 15/09/2010 at 21h39 | Permalink

    Coletiva-Mente, limpadores de consciência se propagam com velocidade assustadora nos tempos da liquefação de conceitos, atitudes e vidas, onde o status-quo se disfarça de “novo”.

    O Dia Sem Carro, certamente, está com o rótulo de “alto potencial” para virar mais um produto apaziguador de consciências.

    Por outro lado, ainda há bastante gente inspirada em ir um pouco além do hype, deixar o afã de imeditatismo causado por efemérides do tipo e realmente lutar (e, principalmente, construir) alternativas.

    Não necessariamente no “cicloativismo”, conceito tão líquido e frágil quanto as inciativas efêmeras, pontuais e sem continuidade que surgem quando os holofotes estão apontados.

    E desculpe pela falta de atualizações no blog. Logo mais ele volta a ser um pouco mais ativo.

  4. Posted 16/09/2010 at 18h52 | Permalink

    Luddista

    Sim, concordo com você. Creio que o que vale a pena nesses lapsos efêmeros de consciência reflexiva que são esses eventos de contestação social, é estimular dentro de algumas pessoas (creio que poucas, mais importantes) uma indagação mais profunda sobre a questão. Talvez também a união e contato com individuos em diferentes níveis e formas de uma luta comum.

    Continuo achando que esse não é de forma alguma um meio eficaz de disseminar de forma eficiente uma proposta de mudança de paradigmas sociais, mas, ainda assim, acho válida e necessária por sua viabilidade e aceitação, além do fato de conseguir colher alguns bons frutos em uma safra que, sem essa medida, só daria frutos ruins.

    Obrigado pela atenção
    Acompanhando…

  5. sarinha
    Posted 16/09/2010 at 19h09 | Permalink

    Ficou linda a arte, fooooda mesmo!

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