Buenos Aires, mala suerte (ou “Ciclovias são perigosas”)

Minha estadia em Buenos Aires durou pouco mais de 48 horas, metade das quais passadas em leitos de hospital, ambulâncias, cadeiras de rodas e camas de hotel. De volta ao Brasil, diagnóstico confirmado: fratura oblíqua da tíbia esquerda, sete pinos instalados e três ou quatro meses de molho até começar o retorno a uma vida “normal”.

Em São Paulo, recuperar-se de uma fratura deste tipo significa passar boa parte do tempo dentro de casa ou, no máximo, fazer alguns deslocamentos de automóvel até a porta do local a ser visitado. Em caso de desobediência,  a chance de uma nova queda, um atropelamento ou mesmo de não conseguir chegar até o destino é grande.

Buenos Aires é uma cidade de arquitetura racional. Prédios de poucos andares cuja fachada dá direto para a rua, quase todos com varandas, quase nenhum com quadras, piscinas, playgrounds ou bosques particulares que desperdiçam o espaço urbano e espalham a cidade.

Nas ruas largas, as calçadas também são espaçosas e geralmente tem cinco metros de largura ou mais. A capital argentina tem centenas de praças e parques, cheios de bancos, gramados, áreas verdes, monumentos e brinquedos para crianças.

Taxis baratos (e velhos) circulam por toda a cidade, que foi também a primeira da América do Sul a construir uma linha de metrô.

Em uma recente viagem ao Chile, fiquei impressionado com a quantidade e com a qualidade dos espaços públicos de Santiago: todos bem cuidados e cheios de gente.

O chileno Claudio, do Arriba e’la Chancha, ficou surpreso com a minha admiração e retrucou: “Você está enganado: aqui as classes altas estão se encastelando em condomínios fechados, fugindo do centro, criando distâncias e abandonando a cidade, estabelecendo um clima de segregação e medo. Espaços públicos abundantes, bem cuidados e cheios de gente você vai encontrar em Buenos Aires”.

Não tive tempo de comprovar se as centenas de praças e parques porteños eram mais ou menos utilizados que os de Santiago. À primeira vista, o empate seria um bom resultado e certamente as duas cidades emplacariam uma vitória estratosférica sobre a urbe paulistana.

A diferença mais clara e visível entre Santiago e Buenos Aires diz respeito a outro aspecto: enquanto o Chile conseguiu manter bons níveis de educação, economia e qualidade de vida, a Argentina foi o  “hermano de sudamérica” que mergulhou com mais violência na crise do modelo neoliberal durante a década de 90, sofrendo até hoje as consequências do empobrecimento profundo de sua população.

A Argentina foi o primeiro país da América do Sul a adotar as recomendações do Consenso de Washington, a cartilha neoliberal distribuída aos países pobres por organismos internacionais como FMI e Banco Mundial, que previa um modelo socioeconômico baseado na desregulamentação dos mercados, na contenção dos investimentos públicos e na privatização.

A Argentina foi o aluno mais exemplar desta cartilha no continente sul-americano. Vendeu todo seu patrimônio para as corporações transnacionais, desmantelou setores estratégicos da economia e da sociedade e, depois de séculos gozando de uma prosperidade ímpar entre os vizinhos, terminou o milênio com uma mão na frente e a outra atrás.

O país que tinha uma qualidade de vida comparável às grandes metrópoles europeias hoje importa boa parte de seus produtos e sofre com mazelas sociais bem conhecidas no grande irmão do sul: péssimas condições dos serviços públicos, desemprego, miséria e violência se tornaram parte do cotidiano porteño.

Aparentemente, a consciência política de um país bem educado ainda permanece viva. Buenos Aires é um grande mural ao ar livre: frases e mais frases grafitadas em todos os cantos reivindicam, denunciam, despertam e inspiram e mobilizam.

Mesmo assim, o buraco em que se meteu o país a partir da dupla Menem-Cavallo é profundo demais para ser resolvido em uma década. Como disse o taxista que nos levou ao aeroporto: miséria, pobreza e violência são questões cujo tempo é medido em gerações.

Minha tíbia foi quebrada em uma tentativa de roubo. Pedalávamos na ciclvoia da Av. Libertador e, logo depois de tirar a foto acima, dois garotos bloquearam a passagem. Parei a bicicleta e coloquei os pés no chão quando um deles puxou a câmera fotográfica que estava na minha cintura.

Fiz a bobagem de dar uns tapas na mão do garoto. A máquina caiu no chão e o outro moleque deu um puxão na minha bolsa, que estava cruzada no peito. Com o corpo virado e a perna de apoio torcida, caí no chão, com a bicicleta entre as pernas. Não levantei mais.

Hospital, hotel, aeroporto, Brasil, médico, hospital, cirurgia, recuperação.

Buenos Aires é um bom exemplo de que o relevo de uma cidade pouco tem a ver com o uso de bicicletas. A capital argentina é absolutamente plana, mas nem por isso o número de ciclistas é significativo.

As magrelas existem, claro, como em qualquer lugar do planeta. Mas a impressão é de não existirem em número tão visível como em São Paulo ou Rio de Janeiro.

A infra-estrutura cicloviária ainda é pequena e desconexa. Assim como a capital paulista, a cidade parece ter vivido alguns espamos ao longo das últimas décadas, quando algumas ciclovias e ciclofaixas foram construídas aqui e acolá, algumas boas, outras nem tanto.

Buenos Aires segue de costas para as bicicletas. O melhor exemplo disso talvez seja Puerto Madero. Na região revitalizada, cheia de prédios envidraçados e espigões modernos, uma bela esplanada com cafés e restaurantes margeia o Rio da Prata.

Surpreendentemente, a área livre de carros às margens do rio é proibida para ciclistas, que são obrigados a trafegar junto com os carros na rua paralela, uma via sem graça e coberta pela sombra dos prédios.

O passeio de bicicleta em Buenos Aires durou toda a manhã de sábado. Circulamos em avenidas centrais e ruas transversais da mesma maneira que fazemos em São Paulo: na rua, e não em uma ciclovia. Era sábado, não fomos ameaçados por veículos motorizados em nenhuma parte do trajeto.

Na Avenida Libertador, uma via com várias pistas de alta velocidade, compartilhamos a pistacom ônibus barulhentos e velozes (lembrança imediata de São Paulo) até chegarmos à ciclovia que nos levaria ao almoço no bairro da Recoleta.

A faixa para bicicletas é relativamente bem feita, mas instalada às margens da linha do trem, bem longe de qualquer calçada ocupada por pedestres, comércio ou “vida” (lembrança imediata de São Paulo). Duzentos metros de ciclovia depois, paramos para tirar foto de um sinal exclusivo de bicicletas.

O primeiro clique fracassou: o sinal fica aberto cinco segundos para os ciclistas e três minutos para os carros (lembrança imediata de São Paulo). Quando apertei o botão da câmera, o verde já tinha se tornado vermelho. Mais uma tentativa e finalmente a foto desejada, com a luz verde. Dois ciclos de farol na ciclovia foram suficientes para atrair a atenção dos dois assaltantes e o resto da história está no começo do texto.


Em países onde a violência urbana e suas causas mais frequentes não são questões resolvidas, estruturas cicloviárias construídas de maneira esporádica, desconexa, sem integração com o resto da cidade e “no cantinho pra não atrapalhar ninguém” tendem a se tornar os locais mais perigosos para os ciclistas.

Qualquer malandro de Buenos Aires sabe que naquele ponto da Av. Libertador – e não na rua paralela, que não tem ciclovia – passam bicicletas caras, turistas distraídos, celulares modernos, ipods e cameras fotográficas.

A inclusão da bicicleta no espaço urbano tem um alto poder transformador, mas a construção de ciclovias em locais inóspitos, além de não resolver sozinha as mazelas de uma sociedade, pode dificultar ainda mais a vida do ciclista urbano.

37 Comments

  1. Posted 29/07/2010 at 8h48 | Permalink

    Sinto muito pelo teu revéz em Buenos Aires, amigo. Espero que tenhas uma recuperação ligeira para voltar em breve a tuas atividades. O texto, como sempre, ficou ótimo.

  2. Posted 29/07/2010 at 9h13 | Permalink

    Luddista. Sinto pela perna. Gostei de sua reportagem breve, mas bem escrita, sobre B.Aires. Não sabia que a violência de lá estava parecida com a daqui, em Recife. Bom saber, informação nunca se perde. Espero que vc aproveite bem o processo de recuperação da perna e que ele não leh deixe sequelas, as bicicletas precisam de gente como vc de olho no que rola e com a caneta afiada pronta para descrever com precisão e fluidez nossos desmandos! Boa sorte!

  3. Posted 29/07/2010 at 9h29 | Permalink

    Pow, sinto muito pela perna. Desejo melhoras!
    Muito bom o texto, é bem legal conhecer um pouco da realidade dos nossos vizinhos.
    Abraços!

  4. Fernando Bertolino
    Posted 29/07/2010 at 12h10 | Permalink

    Fiquei surpreso em conhecer de forma breve e objetiva a realidade dos nossos hermanos através do seu ótimo relato.
    Desejo-lhe sorte na recuperação, que você fique ok logo para voltar a encarar a magrela.
    Abraços!

  5. Posted 29/07/2010 at 12h22 | Permalink

    Putz, que bizarra essa história. Melhoras pra você, rapaz.

    Coincidentemente também estive em Buenos Aires semana passada, pela terceira vez, infelizmente sem minha bicicleta. Devo escrever algo logo mais sobre minhas impressões sobre aquela cidade, pela qual sou apaixonado.

    Sobre a crise argentina, tem um documentário bacana do Fernando Solanas que faz um panorama muito claro disso tudo que você comenta, chama-se “Memória del Saqueo”, já ouviu falar? Se interessar, dá um toque que arrumo um jeito de te passar.

    Abraço.

  6. Posted 29/07/2010 at 14h41 | Permalink

    Moro em Recife e queria andar mais de bicicleta. Não ando porque tenho medo de ser assaltada.

    Uma pena.

    Melhoras.

  7. Posted 29/07/2010 at 18h43 | Permalink

    Péssima notícia, em todos os sentidos.

    Que tenha uma pronta recuperação, que sare rápido e bem.

    Vc faz falta aqui fora.

  8. Goura
    Posted 29/07/2010 at 22h20 | Permalink

    Melhoras, hombre!!
    Pedalar em Buenos é também um ato de rebeldia.
    Abraços,
    Goura

  9. Posted 30/07/2010 at 18h06 | Permalink

    Trágico…

    É cara, acidentes de percurso. Boa recuperação e que possa logo voltar a pedalar..

  10. Posted 30/07/2010 at 19h20 | Permalink

    5 malditos segundos de semáforo…

    O lugar é o mesmo, mas a placa, quanta diferença: http://www.flickr.com/photos/panopticosp/2606805461/

    Saúde!

  11. Posted 31/07/2010 at 11h48 | Permalink

    Espero que você tenha disciplina e força pra depois fazer fisioterapia e voltar ao ritmo.

  12. Cristovao
    Posted 31/07/2010 at 21h47 | Permalink

    O conteúdo é incrível, além de ser referência no assunto transporte pós-moderno, cada artigo reflete e transforma a linha de pensamento das pessoas. Se cada pessoa arrumasse a frente da sua casa, a cidade seria organizada.

    Abraços e boa recuperação

  13. Joao
    Posted 31/07/2010 at 23h26 | Permalink

    Texto muito interessante. Boa recuperação prá você.

  14. Posted 01/08/2010 at 20h04 | Permalink

    Lindo texto, Tiago. Boa recuperação.

    Se estiver mto chato ficar em casa, é só convidar q posso aparecer para conversar, jagar baralho, discutir um livro…

  15. Fabrício Valério
    Posted 02/08/2010 at 10h10 | Permalink

    Trabalho numa empresa argentina há quatro anos. Estive em Buenos Aires duas vezes. Nestas ocasiões, percebi que a cidade, embora muito bonita e bem menos degradada que São Paulo, não era um exemplar europeu em pleno Terceiro Mundo como apregoavam a imprensa imediatista e os turistas brasileiros que tinham grana para viajar para lá durante os anos 1980 e 1990. Pelo que percebi e pelo que li, a deterioração Argentina começa antes, bem antes, da dupla Menem-Cavallo. É um processo que se desenrola durante todo o século 20 (no século 19, a Argentina era um dos três países mais ricos do mundo). A grande questão aí, penso eu, é que, finalmente, a pobreza deu as caras na capital, que sempre foi muito blindada pois é o grande destino turístico argentino. Ou seja: o campo sofria, as outra cidades, menos badaladas e menos visitadas, também sofriam, também participavam do contexto do subdesenvolvimento tal qual São Paulo, Rio de Janeiro, Caracas, Bogotá… E Buenos Aires permanecia blindada, alheia à realidade do país. “Não se via mendigos naqueles tempos. Hoje são vários, em todas as esquinas”. Essa é uma constatação que qualquer brasileiro que esteve por lá “nos tempos de glória” faz. A real é que os mendigos, a criminalidade e tudo mais já estavam lá. Só não apareciam (ou não podiam aparecer) no tambor do país. Não sei se essa observação procede, mas foi a conclusão que cheguei depois de muitas conversas com amigos argentinos e algumas leituras.

  16. Posted 03/08/2010 at 0h51 | Permalink

    Belo post!
    Me fez lembrar de uma frase:
    “O que é viajar? Mudar de lugar? Não. Mudar de ilusões e de conceitos.” (Anatole France)

    Boa recuperação!

  17. Posted 03/08/2010 at 19h39 | Permalink

    Bicicletas estão a margem dessa sociedade neoliberal, sempre, ciclovias dão alguma impressão de pioneirismo, vitalidade nos centros urbanos, mas bolsos cheios nada para os políticos. Natal só tem uma, e muito mal projetada. Lamento, não sei definir, onde está mais crítica a situação, lá na argentina ou aqui. Surpresa… Foi saber que você não foi atropelado, ainda bem. O ruim é essa violência que vem contansdo mais jovens a cada dia, tenho outra visão da argentina agora que li esta postagem.

  18. Posted 03/08/2010 at 19h40 | Permalink

    E melhoras camarada…

  19. Posted 04/08/2010 at 14h26 | Permalink

    Ah tá, entendi. É a agenda neo-liberal que empobrece os países. Por isso os EUA, a Alemanha, o Japão, são todos tão pobres. Enquanto Venezuela, Bolívia e, principalmente, Cuba, estão cada vez mais ricas.

    De qualquer forma, um abraço e melhoras.

  20. Posted 04/08/2010 at 14h26 | Permalink

    *ricos.

  21. Posted 04/08/2010 at 22h14 | Permalink

    Melhoras ai brother.

  22. Paulo Fernando G Teixeira
    Posted 05/08/2010 at 17h41 | Permalink

    Que chato pela sua experiência com os trombadinhas portenhos. Quando estive em B.A. recentemente, fiz um role com o pessoal do Bike Tours. Caro (30 U$), bicicletas simples, mas foi interessante, apesar de circularem muitos trechos pela calçada e por dentro das praças. Tive também uma boa impressão sobre os parques, tanto de B.A. quanto de Santiago, sempre lotados, principalmente no horário do almoço. Espero uma rápida recuperação e breve retorno as pedaladas.

  23. Posted 05/08/2010 at 17h42 | Permalink

    Olá cara,

    Uma pena o que rolou – mas a análise do seu texto e relato dão conta de entender os “motivos” e o por que de tudo o que aconteceu.

    Nada justificável, mas – ao mesmo tempo – uma lição para todos e todas nós sobre as dificuldades e contradições de nossa sociedade.

    Uma boa recuperação e tudo de bom.

  24. Tom Cox
    Posted 06/08/2010 at 2h00 | Permalink

    A situação da locomoção de bike “por aí” tá bem pior que sua tíbia. :-) .Conhecendo parte de sua luta e resultados, tenho certeza de que esse periodo de recuperação será facilmente ultrapassado. E que poderás voltar logo as atividades “rotineiras”.
    O texto, como sempre, excelente.
    Abraço.

  25. Henrique M. Torres
    Posted 06/08/2010 at 11h43 | Permalink

    Minha solidariedade a você. Recentemente também sofri um acidente ao sair de bicicleta do trabalho: o portão da garagem estava ligeiramente abaixado e eu não percebi, levando uma pancada forte e doze pontos na cabeça – e quase três horas de espera na “maravilhosa” UPA (serviço de saúde de emergência do Rio de Janeiro). Mas no dia seguinte já estava de volta ao trabalho – e de bicicleta! Meus colegas ficaram bravos comigo, e com uma certa razão. Mas o engraçado é que eles me perguntam até hoje – passadas duas semanas: “você continua a andar de bicicleta?” Como se alguém deixa de andar de carro porque teve um acidente ou de andar a pé se foi atropelado. O certo é que a bicicleta é considerada perigosa por si só, e se você sofre um acidente, é culpa de “andar de bicicleta”. Não é o trânsito que é perigoso, não são os motoristas que jogam seus carros contra os ciclistas, nós é que somos uma ameaça para nós mesmos.

    Um abraço e boa recuperação.

  26. Leo Vincius
    Posted 06/08/2010 at 23h04 | Permalink

    Melhoras Thiago.

    força aí!

  27. Beckmann Oliveira
    Posted 10/08/2010 at 19h54 | Permalink

    Luddista.
    É uma pena o que aconteceu. Torço pela sua rápida e total recuperação.

  28. Posted 12/08/2010 at 17h25 | Permalink

    Ante todo, siento mucho que hayas pasado por esta situación en Buenos Aires, pero siento más aún que esto haya marcado tanto tu visión sobre la ciudad.

    Estoy completamente en desacuerdo con tu remark sobre las ciclovías y sobre la gente andando en bici, desde que comencé a andar en la ciudad hace más de 4 años, el mayor cambio que vi en favor de la cultura biker fue la inauguración de las ciclovías, que, sí, todavía son pocas y desconectadas, pero son algo. Y están haciendo que muchísima gente preste atención a este vehículo. No va a pasar de un día para el otro, pero es un comienzo.

    La faja de Libertador no me parece ni ahí una zona de mucho peligro, he andado por ahí en muchas oportunidades, de noche, sacando fotos, etc, y nunca me paso nada. Las ciclovias no son peligrosas! Lo dice una persona que las usó en muchas oportunidades, no una vez.

    Creo que la primera parte del título de tu post define perfectamente lo que te paso: mala suerte.

    Sí, todavía hay pobreza en Argentina, sí queda mucho por hacer, pero el país y la ciudad han mejorado muchísimo durante los últimos años, y me da mucha pena que las personas puedan tener una impresión equivoada por leer este texto.

    La próxima vez que estés en Buenos Aires llamame y espero mostrarte una mejor cara de la ciudad. Lo mismo para todos aquellos que vengan, siéntanse libres de contactarme y los ayudaré en lo que pueda.

    Saludos y ojalá te recuperes pronto!

  29. Posted 12/08/2010 at 18h06 | Permalink

    A tod@s que prestaram solidariedade, obrigado. A recuperação é lenta, mas está seguindo sem complicações.

    Paula,
    obrigado pelo comentário. Minha visão não foi marcada não, Buenos Aires parece ser uma cidade absolutamente incrível. Leia a postagem seguinte – http://www.apocalipsemotorizado.net/2010/08/07/los-invisibiles/ que eu explico um pouco mais o “Buenos Aires de costas para as bicicletas” e o que consigo enxergar de diferenças e semelhanças entre as duas cidades.

    Adorei o pouco que vi da cidade.

    Sobre ciclovias perigosas e visibilidade, existe um processo que muitas cidades do mundo vivem paralelamente na “descoberta” da bicicleta.

    Geralmente essa “descoberta” começa com grupos, ativistas e passeios como a Massa Crítica. Depois vem a exposição na mídia e depois a construção de infraestrutura decente. Ou seja, antes do capítulo “oficial” da história (as ciclovias), que realmente faz a bicicleta chegar às massas, existem outros capítulos tão importantes quanto.

    Mas eu acredito sim que o “capítulo” das ciclovias, se mal-feito, tende a criar locais de roubo ou de perigo (com o trânsito) para os ciclistas.

    abraços

  30. Posted 13/08/2010 at 10h53 | Permalink

    Hace mucho que no voy a Sao Paulo así que no podría hacer una comparación de cómo está la ciudad en relación a Buenos Aires ahora, pero coincido en que Buenos Aires -como vos decís en el otro post- todavía no fue invadida por los autos de la misma manera que estaba Sao Paulo las veces que fui y eso me parece muy importante para un posible resurgimiento de la bici.

    Con respecto al robo, en realidad lo que hay en Buenos Aires es bastante atención a los turistas, no ciclistas. Como te digo, mis amigos y yo pasamos innumerables veces con la bici por las ciclovías, una vez pasando música con un equipo gigante atado a una bici!!! Y jamás vi nada de robo. Pero sí escuché varias veces que los turistas son un foco, y quizás eso fue lo que causó que te atacaran. Estabas con una bici alquilada no? Quizás eso fue lo que causó que llamaras la atención.

    Sirve la advertencia de todas formas y voy a mantenerme alerta para ver si escucho algo más sobre el tema.

    Una vez más, ojalá que te mejores pronto y que la próxima tengas una mejor bikeada por BA.

    Saludos!

  31. Posted 15/08/2010 at 10h56 | Permalink

    Ola!

    Luddista, espero que sua recuperação seja completa e você possa voltar o mais cedo possível às ruas de bicicleta.

    Estive em Buenos Aires em Abril e passei 6 dias pedalando pela cidade. A imagem que tive foi bem diversa que a sua.

    O que me lembro é de ver muitos ciclistas, sempre com bicicletas bem simples. Encontrei e conversei com vários, tanto em ciclovias quantos nas ruas em meio aos carros. Pedalei várias vezes pelo lugar onde você sofreu a tentativa de assalto(pelo que entendi não levaram sua câmera), inclusive à noite. Tirei centenas de fotos da cidade. Estive com minha bicicleta nos parques e nas praças, bem como nos museus. Havia bicicletários em muitos lugares, até mesmo na 9 de Julho.

    Também caminhei bastante pela cidade e fora das avenidas, sempre que botava o pé na rua os carros paravam e davam passagem.

    Em nenhum momento senti medo em Buenos Aires. Minha esposa, que esteve comigo em todas estes passeios e tampouco lembra de coisas ruins de Buenos Aires(e olha que ela nem gosta dos argentinos, ao contrário de mim)

    Enfim, tristemente para você, nossas lembranças da cidade são muito distintas.

  32. Posted 08/09/2010 at 14h52 | Permalink

    Grande amigo. Que grande enrascada hein! Sinto muitíssimo e mando uma força aqui do Rio pra que você se recupere completamente e no menor tempo possível. Meu avô, quando vivo, fazia esse tipo de ‘serviço’ nos ossos quebrados dos outros. Vale o conselho (repetido, certamente): siga à risca as recomendações médicas e sue a camisa em tudo que a fisioterapia exigir. Em breve padalaremos juntos aqui, aí e acolá com apenas uma cicatriz pra te lembrar da ‘aventura’ portenha. Forte abraço!

  33. beth
    Posted 21/10/2010 at 21h50 | Permalink

    oi, nao sei seu nome.
    toda sexta de manha cruzo com um cara de muletas na paulista, acho que indo pro trabalho, qd vi pensei, coitado, nao tem nem familia pra levar o cara no trabalho. anteontem pensei no cara e tive uma luz: o cara nao deve ter$ pro taxi. Daí meu marido me mostrou seu blog. Espero que vc esteja mais calmo, merdas acontecem. Que tenha superado todas situaçoes ruins que vc passou. Olha, pára de fumar e pense nos que tem osteossarcoma, coisa que a gente ve todo dia, esses pacientes nao tem um semestre de recuperaçao, às vezes nao tem isso de resto de vida.
    um caloroso abraço,
    Beth.

  34. Posted 20/11/2010 at 19h22 | Permalink

    Boa noite. Estive em Buenos Aires em cicloturismo em abril de 2010. Utilizei a ciclovia da Av. del Libertador, que me pareceu em ótimo estado de conservação. Quanto a segurança do local, realmente parei em pontos estratéticos para fotografar rapidamente com receio de ser percebido (fotos de 10 segundos de tempo para serem tiradas num pedal solitário). Sobre a localização foi impressionante, eu sabia que existia as ciclovias, cruzei com outros cicloturistas, tinha placas, sinalização vertical e horizontal… e mesmo assim não consegui localizar o restante da ciclovia que me levaria à San Telmo, Puerto Madero, Centro Histórico…
    Aproveitei a ciclovia Del Libertador para o Bairro da Recoleta, Retiro, San Martin e tudo mais, porém tive que seguir para os demais bairros pela Av. 9 de Julio após o cruzamento perigoso que citou acima. Você está correto em afirmar que as ciclovias por enquanto são disconexas e não interligadas totalmente. O que mais senti dificuldade foi mesmo estando na ciclovia não encontrar a saída para o centro através de ciclovia ou ciclofaixa e ter que encarar o trânsito normalmente, foi uma experiência importante para aprendizado. Postei as fotos no Blogger e espero ter contribuído positivamente. Atenciosamente.

  35. Victor Caglioni
    Posted 07/03/2011 at 17h49 | Permalink

    Olá

    Sou estudante em Buenos Aires, e gostaria de confirmar que sim a cidade sofreu muito do neoliberalismo, mas por sorte nossos hermanos estão se recuperando (como disse o tal taxista) são coisas para se medir em décadas. Difícil mesmo concertar o estrago da cartilha.
    Mas bom a cidade é maravilhosa, e posso confirmar o que diz a leitora Paula (Argentina) o que percebo é uma atenção aos turistas, e não aos ciclistas em si.
    É uma metrópole e os turistas que chegam, levam consigo pertences valorosos em geral, e claro, por desconhecerem, acabam sendo vítimas fáceis de roubo.
    Lamento pelo incidente e espero que quando voltes a Buenos AIres, possa ver parte das maravilhas da cidade e de algumas soluções empregadas, inclusive a construção de novas ciclovias e empréstimos de bici.
    Abraço

  36. Posted 22/10/2011 at 15h43 | Permalink

    Estive em Buenos Aires recentemente para correr a maratona e tive uma impressão muito positiva da situação da cidade em relação à bicicleta. Tanto as ciclovias quanto as ruas são bastante seguras e confortáveis e os piores problemas que presenciei em mais de uma semana pedalando diariamente foi a presença de pedestres, caçambas e carros nas ciclovias. Montei um video sobre as ciclovias, de uma olhada depois: http://pedalamanaus.org/destaques/pedalando-em-buenos-aires-ciclovias-e-bicicletas-publicas/

  37. Jonas Bertucci
    Posted 11/12/2012 at 15h44 | Permalink

    Após mais de 2 anos, valeria a pena um novo post sobre Buenos Aires, com mais impressões. Que tal? Afinal, 1 dia é muito pouco para avaliar a cidade. Embora a análise me parece excelente, penso que seria necessário mais tempo na cidade para avaliar com mais segurança as estruturas cicloviárias dessa bela capital.

One Trackback

  1. [...] e pense a respeito: – Eu sabia, sobre acidente no blog De Velô Em Salvador – Buenos Aires mala Suerte, sobre acidente no blog Apocalipse Motorizado – Queda transforma prefeito de LA em defensor dos [...]

Post a Comment

Your email is never shared. Required fields are marked *

*
*